7 Coisas que Você não Sabe sobre a Suíça

A todos que estavam sentindo nossa falta, estamos finalmente de volta depois de quase dois meses sem escrever aqui no blog (vocês também ficam assim, sem querer falar no assunto por um tempo depois de fazer uma mega viagem?).

E, atendendo a pedidos, resolvi fazer essa postagem analisando um pouco do último país que visitamos. Uma análise “cultural” vindo de um simples turista… Então vamos aí:

1) Você não passará nem metade do frio que imaginava


Uma tarde comum de março, nem agasalhado eu estou…

Gente, quem me conhece sabe que eu sou calorento e gosto de inverno, mas esqueçam essa coisa de passar frio! Claro que no topo das montanhas as temperaturas até vão ser geladas de verdade, mas tirando essa exceção, as temperaturas serão amenas na maior parte do ano (tipo uma lã e um casaco e você estará confortável mesmo ao relento à noite).

No verão, inclusive, faz calor DE VERDADE. Não se esqueça de reservar um hotel com ar condicionado! E mesmo no inverno, você verá que todos os lugares terão aquecimento eficaz. Você tirará o seu casaco e deixará pendurado em um cabideiro ao entrar em lojas e restaurantes (e não será assaltado) porque senão não vai aguentar de calor!

 

2) Há (surpresa!) pobres e mendigos

Todo mundo imagina que a Suíça é um país de perfeição, riqueza e abundância. Mas como vocês também já poderiam prever, também encontramos alguma pobreza (apesar de termos custado um pouco a achá-la). Claro que há um aspecto étnico nisso. Todos os miseráveis que vimos eram de outras raças que não a raça branca.

Não conversamos com eles, mas podemos deduzir que eram imigrantes (ilegais?) que tentaram sair de situação ainda piores em seus países de origem. Vimos, por exemplo, brasileiros nessa situação (ouvimos sua conversa, nessa língua tão familiar…).

Chamou a atenção a quantidade de anúncio de garotas de programa (oferecendo “massagens sensuais” por exemplo) em Zurique. Então, eles também tem que lidar com problemas sociais, gente! Não somos só nós… kkkkkkkkkk

 

3) Há imigrantes do mundo inteiro integrados à sociedade

A Suíça tem, em sua força de trabalho (inclui-se aí garçons, camareiras, motoristas) muuuuitos imigrantes, vindo dos mais diversos países do mundo. Chineses, portugueses, árabes foram os mais comuns. E ao que parece, muitos com sua situação legalizada, completamente integrados.

Nos chamou a atenção, logo na primeira estação de trem (principalmente comparativamente à Áustria e à Alemanha que havíamos visitado antes), a quantidade de negros, japoneses e árabes presentes tanto entre os trabalhadores quanto entre os passageiros do trem.

Ouvi dizer que o país tem falta de mão de obra (não sei se para todo o tipo de mão de obra, ou só as pouco qualificadas) e que por isso, importam mesmo muita gente estrangeira. Falta só saber se essa “impressão” que tive corresponde mesmo a essa explicação que andei lendo por aí…

 

4) Não há lixo para papel higiênico nos banheiros

Isso mesmo. Em NENHUM banheiro há lixo próximo ao vaso sanitário!!! Tem lixo para o papel toalha ao lado da pia, mas NUNCA perto da privada. Acho que isso prova a minha tese de que lugar de papel higiênico é ralo abaixo, como sempre fiz (quer coisa mais nojenta do que resíduos fecais jogados num cesto fedorento?).

 

5) Comer será caro, o hotel será caro, as compras serão caras (mas isso você já sabia)


Batatas suíças (rösti) a 30 (+-5) francos suíços

Na Suíça TUDO é muito mais caro que o normal, exceto talvez o transporte. Trens, ônibus e metrô tem preços normais. Agora os hoteis… Os restaurantes são sempre caros, por mais simples que pareçam por fora. O preço deles parece ser meio tabelado, com variações máximas de 5 francos suíços para mais ou para menos entre os estabelecimentos. Incrível!

O lado bom é que você NUNCA, jamais ficará hospedado em um lugar ruim, nem comerá nunca jamais uma comida ruim de verdade. Mesmo que tente! Justo?
Mas isso você, que está pensando em ir pra lá já sabia, né?

 

6) Há moedas de francos suícos circulando há mais de um século

Há moedas (lembrem-se, não há euro na Suíça!) que estão por aí desde 1879! Se você olhar para as moedinhas em seu bolso, verá moedas de anos 70, anos 30 e, com muita sorte, talvez até francos do século passado. Elas são cunhadas com o mesmo desenho e no mesmo material desde essa época.

Essa eu aprendi no audioguide do Glacier Express e fui correndo olhar as moedas que eu carregava comigo, mas a mais velha era de 1991. Damn! 🙁

 

7) As multas de trânsito que você levar lá lhe seguirão até o Brasil

Bem, eu levei uma multa num pardal por excesso de velocidade (estava a 92km/h onde poderia estar no máximo a 80…). Eu vi até a hora do flash e tudo… (e me achando uma celebridade).
Bem, a multa chegou, CHF 60,00. Mais barata que as nossas por aqui. Paguei, né? Fazer o quê… Paguei no cartão de crédito. Facim, facim…

 

Abraços a todos, gente!

Até logo mais.

 

Índice de postagens sobre a Suíça:

Compartilhe:
comentarios:32
31
maio
2011
Programando sua Viagem – parte 2 – Transporte

Esta é a sua segunda preocupação mais importante ao programar uma viagem. Na verdade, os mochileiros em geral se resumem a esses dois passos: escolher um destino e comprar as passagens para chegar até lá.

Mochilas nas costas, eles vão descobrindo o que fazer e aonde ir lá mesmo, conversando com os locais, pegando dicas no albergue, usufruindo de sua habilidade nata em inovar e improvisar.


Mochila nas costas e dê-lhe trilha!

Eu, infelizmente, não consigo ser tão descolado. Além de comprar minhas passagens, eu ainda planejo todos os deslocamentos DURANTE a viagem.

Leia mais

Compartilhe:
comentarios:7
24
fev
2011
Programando sua Viagem – parte 1 – Destino

Está chegando cada vez mais perto a minha próxima viagem de férias e, como um dever cívico de utilidade pública, vou ensinar a vocês todos os passos para você programar você mesmo a sua viagem.


“Viajamos sete léguas / Por entre abismos e florestas”

O que tenho a dizer é que deu sempre tudo certo!Eu usei esses mesmos métodos (aperfeiçoando cada vez mais, claro) para a minha viagem à Grécia em 2008, Uruguai/Argentina em Maio de 2009, para a viagem à Grã-Bretanha em Novembro de 2009, Suíça/Áustria/Praga em Março de 2011 e finalmente, para a última jornada Uruguai/Buenos Aires/Santiago/Mendoza em Agosto de 2011.

Leia mais

Compartilhe:
comentarios:5
24
fev
2011
Ir ao Louvre sem entender de arte. Compensa?

Vocês já devem ter percebido que, principalmente nas viagens ao exterior, a gente tem uma espécie de dever moral de visitar determinadas atrações turísticas. Como ir a Roma sem visitar o Coliseu? É como ir a Atenas e não visitar a Acrópole, ou ir ao Egito e não visitar as pirâmides?


Pirâmide no Egito

Já pararam para pensar que algumas dessas “atrações” são, na verdade, uma baita furada? Estive em Roma num domingo e não me abalei para ver o papa acenar de uma janelinha em uma praça lotada…

E confesso que não tive paciência de esperar a troca de guarda no palácio de Buckingham (cheguei com 2h de antecedência e não achei nenhum lugar com uma visibilidade decente!). Mas não me arrependo! Talvez tivessem rendido fotos legais, ou histórias para contar, mas cá entre nós, não achei que compensasse o trabalho.

Leia mais

Compartilhe:
comentarios:27
27
jan
2011
Turismo no Brasil ou no Exterior?

Vou correr o risco de ser esnobe e prepotente. Vou correr o risco de denunciar o derrotismo da classe média brasileira (a que pertenço) – o mesmo conformismo que faz desse país um lugar onde todos reclamam, mas poucos tomam alguma atitude de para mudar.

Vou usar um discurso antinacionalista e preferir pagar impostos para a rainha Elizabeth do que para a Dilma, vou preferir dar emprego aos garçons italianos do que aos garçons matogrossenses e vou defender as compras de importados em Miami, no Chuy e em Ciudad del Este.

É difícil dar impostos de bom grado para essa gente…

Como vocês já perceberam, eu não penso duas vezes ao responder à pergunta-título dessa postagem. É óbvio que eu prefiro fazer turismo no Exterior.

Leia mais

Compartilhe:
comentarios:18
21
jan
2011