Nosso Roteiro de Carro pela Islândia

Nosso roteiro de carro pela Islândia foi curto, mas bastante intenso. Perfeito para você que não tem muitos dias de férias por ano, mas quer realizar o sonho de conhecer esse país de paisagens tão dramáticas.

Dá para adaptá-lo e encaixar mais dias se quiser fazer tudo com mais calma. Ou ainda dá para fazer uma volta à ilha toda, se você tiver mais 2 ou 3 dias disponíveis.

Se quiser, nem precisa alugar carro! A Islândia é um país que respira turismo. Sempre vai haver alguma excursão organizada que te leve para onde você quiser.

 

 

De Carro pela Islândia

Antes de mais nada, leia nossos posts que explicam como é estar de carro pela Islândia. Na verdade, a gente alugou uma campervan. Mas essa foi a NOSSA opção. Você pode preferir pegar um carro comum, ou até mesmo um 4×4 para viver maiores aventuras.

Alugando uma campervan na Islândia

Não tenha medo de se aventurar pelo país e não encontrar lugar para se hospedar. Há uma fartura de guest houses e bed-and-breakfast por toda a Islândia. Essas opções às vezes não aparecem no Booking.com, mas estão lá na prática.

 

Roteiro de Carro pela Islândia

Vamos descrever o caminho que fizemos dia a dia, para vocês poderem acompanhar os nossos passos, caso queiram.

 

Dia 1

Nosso primeiro passo no país, foi alugar a Campervan. A empresa que escolhemos (a CampEasy) dava o traslado grátis entre o aeroporto e a agência onde retiramos o veículo. Tudo muito prático e confortável.

Já motorizados, a gente seguiu para Reykjavík. Tiramos esse dia para conhecer a capital e circular a pé pelas suas principais atrações turísticas.

Um dia em Reykjavík

Se um dia foi suficiente? Bem, a gente ainda voltou à capital no último dia e visitamos o que tinha faltado. Considerando que a gente começou o nosso tour já no meio da tarde, acho que um dia é suficiente sim, para visitar por fora as principais belezas.

Já para conhecer mesmo a cidade e sentir a vibe alto-astral de uma das culturas mais divertidas e originais da Europa, eu diria que o mínimo de 3 noites (e dois dias) seria recomendado.

No final da tarde passamos num supermercado para reabastecer e ainda deu tempo de dirigir até Pingvellir (um parque nacional, parte do Círculo Dourado da Islândia). Como no verão os dias são longos, a gente curtiu esse dia até o cansaço bater.

Dormimos exaustos num camping em Geysir, mas deixamos a visita para o dia seguinte pela manhã.

 

Dia 2

De manhã bem cedo, a gente circulou pelos gêiseres e depois seguimos para Gullfoss, a cachoeira dourada. Ambas atrações formam o Círculo Dourado da Islândia, juntamente com o parque Pingvellir. Veja em detalhes tudo sobre esse circuito no nosso post exclusivo:

Círculo Dourado da Islândia

Na sequência, voltamos para a rodovia principal do país (N1), que faz a volta à ilha, rumo ao sul. No caminho até Vík, passamos por duas lindas cachoeiras (mais lindas que a Gullfoss, na minha opinião) e mais imperdíveis: Seljalandsfoss e Skogafoss.

A primeira  é legal porque dá para andar e fotografar estando atrás dela. Muito diferente!

E a segundo é legal porque é uma queda de água colossal e estonteante. Não deixe de ir. Em qualquer época do ano.

Na região de Vík, que fica no extremo sul da Islândia, estão praias de areia negra e paisagens surreais. A península Dyrhólaey foi o ponto que escolhemos para explorar e ficamos embasbacados com a aventura. Sem falar que foi ali onde vimos (de longe, mas vimos) os amados puffins (papagaios-do-mar).

Também escrevemos um post completo sobre essa expedição à costa sul da Islândia:

Sul da Islândia de Carro

Jantamos em Vík e terminamos o nosso segundo dia pegando um retão até o parque Skaftafell. Tínhamos uma expedição (previamente agendada pela internet) para o dia seguinte. Como a aventura saía do centro de visitantes do parque, resolvemos dormir na área de camping local, que é a mais bem estruturada que vimos em toda a Islândia.

 

Dia 3

No terceiro dia da nossa viagem à Islândia, fomos levados em uma excursão para um trekking completo num geleira (um pedacinho discreto da grandiosa Vatnajökull). Contratamos o serviço da Glacier Guides, que tem um excelente site na internet. Dá para reservar tudo com antecedência e há diversas opções de passeios, além do nosso.

Trekking na geleira

 

No final do trekking, ainda fomos até Jökulsárlón, a lagoa dos Icebergs, um dos lugares mais surreais em que já pisamos. Ou melhor, navegamos. Porque a aventura ali se dá em um veículo anfíbio, para que a gente possa chegar bem pertinho dos blocos de gelo gigantes!

Jökulsárlón, a lagoa dos Icebergs

 

Depois de adequadamente devolvidos, pegamos nossa Van e pegamos a estrada voltando na direção de Reykjavík. Dormimos esta noite num camping em Vík.

Nesse ponto, pode ser o desejo de vocês seguir para mais ao leste, para circundar a Islândia completamente. Vou ficar devendo dicas para vocês, porque não fizemos a jornada nessa direção. Mas todos dizem que é uma boa.

 

Dia 4

Esse dia foi cheio de perrengues. Escrevemos um post hilário contando todas as nossas furadas em 750km percorridos em um só dia! Não vou recomendar que vocês façam o mesmo, lógico. Mas ao longo do post explico como vocês podem explorar os Westfjords (a região Noroeste da Islândia), sem viver os mesmos problemas que a gente.

Dirigindo 750km num só dia – Westfjords

 

Se não quiser ir aos Westfjords neste dia, você pode voltar para Reykjavík, conhecer a Lagoa Azul e devolver o carro, ficando hospedado em um hotel na capital mesmo. Daí nos próximos dias, você pode pegar excursões para outros destinos interessantes pelo país (as opções não faltam, tem até passeios para avistamento de baleias!).

Mas se você seguir as nossas dicas e evitar todas as burradas, deve dormir lá nos Westfjords mesmo, num vilarejo chamado Flókalundur.

 

Dia 5

Para nós, este foi o último dia. Percorremos a longa jornada de volta entre o noroeste selvagem da Islândia até chegarmos nos arredores da capital, Reykjavík. Conhecemos mais algumas atrações da cidade e tiramos o cansaço do corpo, relaxando na Lagoa Azul durante todo o final da tarde.

Lagoa Azul

A Lagoa Azul não é a atração turística mais visitada da Islândia à toa. O lugar é realmente lindo, aconchegante e relaxante. Você nunca vai conhecer nada parecido em nenhum outro lugar do mundo.

É hora de devolver o carro para a locadora. E para facilitar nossa vida, decidimos dormir num hotel que fica do ladinho da CampEasy, o Alex Guesthouse. Com direito a translado para o aeroporto no dia 6.

 

E assim terminou nossa aventura. Gostaríamos de ter 10 dias para a Islândia, sem pudermos. E quem sabe um dia conseguimos visitar as atrações do norte e do leste do país. Há ainda muitas outras paisagens únicas que deixamos de conhecer por nosso tempo escasso.

Mesmo assim espero que tenhamos conseguido ajudar vocês a programarem as suas próprias viagens.

Ahn… E sobre a Aurora Boreal, lembre-se que é possível vê-la durante todo o inverno (setembro a março), dirigindo pelo interior do país. Bastar estar longe das luzes de uma cidade grande (Reykjavík, no caso, todo o resto da Islândia só tem cidades pequenas) e ter a sorte de pegar um dia de céu claro.

 

Ahn! Só mais uma coisa!

E se você não quer dormir em camping e está procurando hospedagem na Islândia, não deixe de dar uma olhadinha nos nossos parceiros, o site Booking.com. Se fechar com eles depois de fazer a busca abaixo, a gente ganha uma comissão e você não paga nenhum centavo a mais por isso. Valeu!

 

Escrito por: Gleiber Rodrigues
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16
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2017
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