Um dia em Reykjavik – Islândia

O que tem para fazer em um dia em Reykjavik, na Islândia? A gente conta para vocês aqui nesse post como foi passar uma tarde (tour de umas 3-4 horas somente) passeando a pé pela capital desse país tão tão distante.

Reykjavik Panorama

Mas como vocês sabem, a gente não vai simplesmente listar os pontos turísticos de Reykjavík, a gente tentar ajudar você a programar o seu tempo por lá, contando como foram as nossas aventuras.

 

 

Como chegar em Reykjavik

Como Reykjavik é a capital da Islândia, normalmente será o primeiro lugar que você vai conhecer assim que colocar os pés no país. Há aeroportos em outras cidades da ilha, mas é aqui que certamente você vai desembarcar.

Bem, na verdade não. O aeroporto internacional de Reykjavik, na verdade, fica em Keflavik, uma outra cidade a 50km de distância. Sim! É longe. E não há trem, nem metrô (na Islândia não há linhas férreas).

Isso significa que você vai ter que achar um traslado, que pode ser de ônibus coletivo, ônibus executivo ou táxi. No nosso caso, a gente alugou uma campervan bem pertinho do Aeroporto de Keflavik mesmo (na CampEasy). Assim a gente já chegou na cidade dirigindo nosso próprio veículo.

 

Clique aqui para saber tudo sobre como é viajar pela Islândia de Campervan

 

Se a sua ideia é ir de ônibus executivo do aeroporto para a cidade, o esquema com a Flybus é bem fácil . No site oficial deles você encontra bonitinho preço, horários e todas as opções (site em inglês, óbvio!). Dá até para comprar o tíquete antecipadamente.

Se você quer pagar mais barato e ir de ônibus comum (coletivo), dá também. Mas daí o ônibus 55 sai do aeroporto e te deixa no terminal da capital, ainda um pouco longe do centro de verdade. Do terminal você tem que pegar um segundo bus até chegar na região turística. Veja o site oficial de transporte público de Reykjavik (eles tem aplicativo para smartphones e tudo!).

Mas a gente foi bem espertinho e foi dirigindo todo o caminho. Bem mais fácil, né?

Nem tanto, amigos! Quando você está dirigindo, tem que achar um lugar para estacionar. E uma van não é exatamente um dos veículos mais fáceis nesse quesito. Achei uma vaga num estacionamento desses com parquímetro.

Reykjavik - EstacionamentoAinda bem que na Islândia tem placa em inglês para quase tudo.

Para quem não conhece, parquímetro é um aparelhinho onde você paga sua tarifa conforme o tempo que pretende ficar estacionado e recebe um bilhete a ser deixado no painel do carro, para comprovar.

O chato é entender regras e preços em islandês. Mas procurando bem, sempre se acha alguma informação em inglês. Na dúvida peça ajuda. Só nunca estacione o carro e deixe lá achando que está tudo bem. Se o lugar era proibido e você não sabia, azar o seu. E você estará com certeza encrencado.

 

Dá para conhecer Reykjavik em um só dia?

Na verdade não. A gente tinha acabado de chegar no país e queríamos conhecer logo as atrações do interior, que eram o nosso objetivo de verdade. Então a gente passou pela cidade praticamente só para finalizar os últimos preparativos da nossa jornada.

Claro que umas fotos dos pontos principais não podia faltar, né? Então depois de achar a nossa vaga de estacionamento, fomos direito para um centro de informações turísticas pegar mapas e as últimas dicas.

Se quiserem acompanhar passo a passo o que fizemos, é só seguir o mapa que a gente preparou, olhem:

Sim, fizemos tudo isso a pé. Começamos no ponto A (onde o carro estava estacionado) e terminamos no ponto C (o Sun Voyager). Levamos umas 3 horas, eu acho e visitamos as coisas só por fora (não entramos nem mesmo dentro da catedral).

 

Atrações de Reykjavik

Para começar, o centro de informações turísticas oficial foi nosso ponto de partida. Abastecidos de folhetos, seguimos na direção da rua mais animada da cidade, a Laugavegur.

Reykjavik - LaugavegurRua Laugavegur

No caminho tinha uma pracinha, a Austurvollur, onde fica o parlamento e uma igreja. Impressiona como o parlamento é pequeno. Nem tirei fotos, porque nem me chamou a atenção. Há vários cafés legais por ali, como o Café Paris.

Reykjavik - Cafe Paris

Seguindo o caminho, depois de atravessar a avenida Laekjargata, demos uma passadinha no Icelandic Travel Market para ver uma lojinhas bacanas e para nos informamos sobre alguns preços de tours.

Se você não está de carro alugado e pretende contratar uma excursão para te levar a qualquer lugar no país, a dica é passar por ali para procurar os melhores preços.

Reykjavik - Centro de visitantes

Daí, começamos a subir morro acima na direção da catedral, pela rua Skolavordustigur. Mesmo estando no coração da capital, a sensação é a de estar numa pacata cidade de interior. Gatinhos fugindo da câmera, floreiras e uma simplicidade acolhedora mostram que esse país deve ser mesmo um lugar com excelente qualidade de vida.

Reykjavik - Rua Skolavordustigur

E então, finalmente, chegamos na Catedral, o principal objetivo fotográfico da viagem. Eu queria entrar lá dentro, mas o Sandro, faminto, obviamente preferiu ir comer logo alguma coisa.

Reykjavik - Catedral Hallgrimskirkja

Se você também está se perguntando por que a igreja tem esse formato tão doido, explico. Ela é uma obra de arte / arquitetura contemporâneos, inaugurada em 1986 e seu formato lembra o de um vulcão com a lava escorrendo pelos lados.

Reykjavik - Catedral

Na Islândia, vulcões é o que não faltam e há sempre um ou outro em atividade (de vez em quando algum até fecha o espaço aéreo da Europa inteira por quase um mês, lembram?).

Fotos tirada, hora de fazer um lanchinho. Porque almoçar mesmo não deu. Os preços das coisas por lá são tão caros, que dá pena de tirar o escorpião do bolso e comprar coisas simples, tipo um refrigerante.

Reykjavik - Cafe Loki

Apesar de ter pedido esse lanchinho de quase uns 50-60 reais e de ter saído com fome, acho que vale a dica de conhecer o Café Loki. O fato é que ele fica bem em frente da principal atração turística de Reykjavík e serve comida típica islandesa.

Reykjavik - Comida tipica

O pão era indescritivelmente delicioso e esse peixe é realmente cru, como parece. É o herring (ou arenque), um peixe muito comido nos países nórdicos marinado num tempero ácido e comido cru.

Decididos a pegar comida de verdade no supermercado depois, seguimos batendo perna, de volta pela rua Laugavegur, aquela principal rua de comércio. Quase comprei uma toalha super absorvente que estava super barata, mas fiquei com dó de tirar o escorpião do bolso de novo.

Reykjavik - Rua principal de comercio

No fim, tivemos que comprar toalhas de qualquer jeito porque esquecemos de trazer de casa. Acabamos comprando umas comuns (a preço de spa de luxo) num hipermercado na beira da estrada. Por que toalhas? Porque a gente ia dormir dentro do carro e tomar banho nos camping, lembram?

A essa altura a fome não deixava muito ânimo para bater mais pernas. Fomos até a região do porto, na orla e um prédio ainda mais chamativo do que a catedral nos prende a atenção, a Ópera.

Reykjavik - Opera - Islandia

Imaginem uma coisa gigantesca, toda de vidro, em forma de favos de mel, como se fosse uma colmeia! Polêmico, não? Mas lindo! Também só passamos na frente, querendo chegar logo na outra obra de arte contemporânea, um barco viking de inox, todo estilizado.

Reykjavik - Solfarid (Sun Voyager)

Esses escandinavos são mesmo muito loucos, né?

Resumo da coisa. A gente que não esperava muito da cidade, acabou curtindo muito nosso lindo dia de sol (a 12 – 13 graus em pleno verão) na capital islandesa. Conseguimos visitar (mesmo que só por fora) a mais belas e exóticas atrações da cidade para contar para vocês.

Reykjavik - Estatua no porto

Se nos arrependemos de termos ficado tão pouco tempo? Sim e não. Com a disponibilidade que tínhamos, acho que foi uma decisão acertada. Mas é claro que, se pudéssemos, gostaríamos de ter ficado ao menos uma noite num hotel bem no centrinho para ver a animação das ruas à noite.

Reykjavik - Islândia - Rua

Mas era hora de seguir viagem, passar no tal supermercado e comprar alguma coisa de verdade para comer. Também tínhamos que comprar as benditas toalhas e todos os apetrechos para o café da manhã do dia seguinte.

 

Voltando a Reykjavik no último dia

Pensaram que tinha acabado?

A gente ainda voltou a Reykjavik no último dia, no final da viagem, pois tínhamos que devolver o carro em Keflavik, no aeroporto. E deu tempo de visitar mais uma coisinha, o Saga Museum.

Reykjavik - Saga Museum

Ele fica num lugar bem alto, de onde dá para tirar fotos panorâmicas da cidade. Tem uma boa cafeteria lá, na parte pública, aberta. A gente chegou quase na hora de fechar, então não valia a pena pagar ingresso para visitar a exposição (lembram que tudo na Islândia é muito caro, né?).

Reykjavik Dentro do Museu Saga

Mesmo assim foi legal para tirar uma foto da cidade lá de cima. O estacionamento foi grátis. Se você está de carro, fica a dica.

Ah! E sobre o que é este museu? Conta sobre as famosas Sagas Islandesas. São romances antigos, épicos, com enredos cheios de elementos fantásticos. Um orgulho da literatura medieval nacional. Seria o equivalente ao que as histórias do rei Arthur representam para a cultura Britânica. Sacam?

Agora sim, acabou o post.

 

Próxima parada: Thingvellir.

 

Só mais uma coisa!

E se você está procurando hospedagem em Reykjavik, não deixe de dar uma olhadinha nos nossos parceiros, o site Booking.com. Se fechar com eles depois de fazer a busca abaixo, a gente ganha uma comissão e você não paga nenhum centavo a mais por isso. Valeu!

 

Escrito por: Gleiber Rodrigues
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2016
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