Torneio Medieval em Fagaras – Romênia

A gente estava com a viagem toda programada quando descobrimos esse torneio medieval de cavaleiros (Turnirul Cetatilor) que rola em várias cidades da Transilvânia. E depois de pesquisar do que se tratava e de ver um vídeo no YouTube, só houve uma solução: mudar todos os planos e fazer um desvio até a cidade de Fagaras, na Romênia, para vermos com os nossos próprios olhos!

http://andarilhosdomundo.com.br/2013/01/torneio-medieval-fagaras/

Quando é que teríamos a oportunidade de assistir a um evento como esse? E por sorte Fagaras nem ficava tão longe assim…

 

A Expectativa

Sabe quando você adora uma coisa? No nosso caso, basta falar em armaduras, espadas e caçada a Dragões e castelos para ficarmos entusiasmados. Se você já acompanha esse blog há algum tempo, o nosso Dungeon’s & Dragons pessoal já passou por castelos escoceses, tavernas tchecas e até catacumbas repletas de ossadas humanas (post em breve).

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-pop/files/2012/10/caverna.jpg

A nossa viagem para a Romênia não tinha sido escolhida ao acaso. Suas ruínas vários séculos mais velhas que o descobrimento do Brasil e seus vilarejos perdidos no tempo (como Sighisoara, por exemplo) fazem parte desse turismo pela Idade Média que tanto curtimos.

Quando eu escrevi sobre a fortaleza de Rasnov, disse brevemente sobre o que se tratava o Torneio Medieval de Cavaleiros: danças, comida típica, desafios e duelos, desfile a cavalo, trajes de época, fogos de artifício…


Reportagem sobre o Torneio Medieval de Fagaras deste ano de 2012

Só a coisa mais legal que poderiam inventar, né? 😀

 

Torneio Medieval de Cavaleiros em Fagaras

Esse tal de Turnirul Cetatilor (Torneio Medieval de Cavaleiros, numa tradução livre minha) rola sempre nos verões há alguns anos na Transilvânia e em 2012 foi levado a 5 cidades romenas: Bran, Rasnov, Brasov, Fagaras e Feldioara.

Fagaras festivalul medieval na fortaleza

Durante o período em que estivemos no país, o único que poderíamos assistir seria o de Fagaras, que rolou de 16 a 19 de Agosto, bem quando estávamos de passagem pela região entre Sighisoara e Sibiu. Basta olhar no mapa para ver que não ia dar muito trabalho dar uma “passadinha” por lá.


Visualizar Fagaras em um mapa maior

Os problemas (claro que tinha um problema, né?), daí, eram dois:

1) A única atração turística que vale a pena na cidade é a sua igreja fortificada. E como já tínhamos inserido Viscri e Biertan no nosso roteiro, Fagaras estava assinalada na categoria “só se der tempo”.

Fagaras centro de informaçõesA prefeitura da cidade – não serve como atração turística, serve?

Se Viscri era localizado em um dos vilarejos mais antigos da região germânica do país e Biertan tinha a mais bela das igrejas fortificadas do mundo, Fagaras era citada nos guias como a maior das igrejas fortificadas. Grande coisa! Como tamanho não é documento, isso não significa que a atração valia a viagem. Ou valia?

 

2) O segundo problema era o dia em que a coisa ia rolar. Nossa viagem sairia para bem longe dali a partir do dia 17, então o dia 16 era o único dia possível para estarmos presentes. Só que era um dia completamente abarrotado de lugares para conhecer e que prometia uma altíssima quilometragem rodada.

Mas nada que os Andarilhos do Mundo não pudessem encarar.

 

Botando a mão na Programação do Torneio (do jeito mais difícil)

Acordamos o mais cedo que pudemos e tomamos nosso café da manhã sem gracinha lá em Sighisoara e já nos mandamos para Fagaras (86km, levamos cerca de 1h e meia, por boas estradas).

Mas apesar de sabermos da existência do torneio, quem disse que tínhamos achado na internet alguma programação ou coisa parecida?

Fagaras torneio medieval de cavaleirosA única coisa que encontramos na fortaleza foi esse mega banner

Então ao chegar na cidade, fomos direto ao centro de informações turísticas. O bom que ele ficava bem na praça principal, onde tive que comprar um picolé para descolar uma moedinhas e usar o parquímetro. Depois até conseguimos tirar umas fotos legais de uma mega catedral ortodoxa em fase de ampliação.

Fagaras basílica ortodoxa romenia

A mulher que nos atendeu fazia aquela cara de quem estava se esforçando para entender o meu inglês. Também… como é que foi me fugir justamente a palavra “schedule” da cabeça? Depois de muitos minutos de mímicas ela veio com um papelzinho dizendo, tipo, “Desculpe não conseguir ajudar vocês, a única coisa que eu tenho aqui é essa “schedule” dos eventos do torneio” (clique para ler – em romeno).

Mas era justamente isso que a gente queria, minha filha! kkkkkkkkk

 

A Igreja Fortificada de Fagaras

Ainda bem que o destino nos trouxe até essa cidade, gente. Só ali entendemos de verdade do que se trata essa história de Igreja Fortificada. No post sobre Viscri eu explico sua história e não vou ser repetitivo explicando aqui de novo. Mas para simplificar, a gente nem achou a tal de igreja.

Fagaras Igreja Fortificada

Mas olhem só que coisa mais linda! É ou não é um verdadeiro castelo?

Fagaras interior da fortaleza

Hoje funciona ali dentro apenas a biblioteca pública da cidade, algo meio que inútil para quem não entende lhufas de romeno. Mas que é bonita, é.

Fagaras detalhe da parte interna da fortaleza

E sem dúvida é grandiosa (e com entrada gratuita). Mas e o tal do torneio?

 

Perdendo a viagem

Para quem veio atrás da feira medieval, encontrar um monte de barraquinhas sendo erguidas e nenhum sinal de vida dentro do “castelo” foi um balde de água fria. Obviamente, a coisa só ia começar à tarde, depois das 18h (eram uma 11h da manhã àquela altura).

O lado bom é que estávamos com a programação em mãos e tentaríamos retornar à cidade no fim do dia, quem sabe a tempo de assistir ao desfile a cavalo em trajes de época…

Fagaras a maior igreja fortificada da romenia

Lembram que eu disse que o dia era cheio? Na nossa “schedule” estava incluído para aquele dia uma trilha pelas montanhas Fagaras, atravessar uma das rodovias mais lindas do mundo, a Transfagarasan Road e ainda escalar mais de mil degraus montanha acima para visitar as ruínas do castelo Poenari – construído e habitado pelo romeno mais famoso do mundo, o Vlad Tepes.

 

Voltando à noite a tempo do Torneio Medieval de Fagaras

Quando conseguimos retornar à cidade já era noite (até que era essa a ideia, afinal de contas). Mas pelo horário (umas 21:30), achamos que nem encontraríamos nada funcionando. Para a nossa surpresa, o palco onde rolava um show folclórico estava bombando.

Fagaras dança folclórica romena

As várias barraquinhas que estavam sendo erguidas de manhã, agora funcionavam a todo vapor vendendo toda a espécie de bugiganga e comidinhas.

Fagaras assado preparado na hora

A fome estava forte, então nos embrenhamos na multidão (e a minha fobia em alerta máximo) e consegui até descolar um punhado de carnes grelhadas na chapa com pão e salada por, sei lá, 5 reais por pessoa.

Fagaras churrasco

É bem o estilão de quermesse do interior MESMO. Grandes mesas picnic-style para compartilhar o momento com a multidão as outras pessoas, um pouco de empurra-empurra e, graças à civilidade do Sandro a gente conseguiu um lugar para sentar.

Tudo isso, claro, só depois de nos metermos com um grupo de romenos bêbados que nos expulsaram de perto deles esbravejando algo do tipo “não estão vendo que aqui está ocupado?”. A confusão começou com o Gleiber perguntando “educadamente” se ali estava vago, recebendo uma resposta ininteligível e se sentando assim mesmo. Óbvio que ia dar merda, né?

Fagaras apresentação folclórica

Festival, festival mesmo, a gente não pegou mais. Se bem que a dança típica romena foi legal de assistir. Tanto que fizemos questão de registrar em vídeo, que inclui também outras coisinhas que vocês irão gostar de ver, hehehe. Sério… rodem até o finzinho!


Torneio Medieval de Fagaras, Romênia from Andarilhos do Mundo on Vimeo.

O melhor são os últimos 30 segundos. Juro!

 

O Povo Romeno

Como vocês puderam observar no vídeo, estar no meio dessa festa serviu muito mais para gente conhecer de fato como é o povo romeno do que assistir ao Torneio Medieval que almejávamos.

Tá, a gente até viu bastante gente em roupas de época, a decoração da fortaleza mandou muito bem e a feira de barraquinhas provavelmente era muito parecida ao que deveria rolar na Idade Média, feitas as devidas ressalvas.

E o que descobrimos? Que os romenos são pessoas muito simples, mas sempre muito sorridentes.  Não vimos nenhuma briga, exceto a que quase aconteceu com a gente, mas que se resolveu com gargalhadas depois que o homem viu que a gente não entendia romeno.

Fagaras bandeira da romenia

Descobrimos que, num lugar onde menos de 1% das pessoas fala alguma língua que entendemos, mesmo assim a gente conseguia se comunicar. Precisavam ver o cara que nos vendeu a “janta” chamando o amigo dele que “sabia inglês” só para me ver apontar para as carnes da chapa dizendo: “one of this, two of this and one of this“. O mais “complicado” que falamos foi um “we are from Brazil” com um imediato sorriso como resposta.

Ainda iríamos visitar outros festivais no país ao longo dos próximos dias. E mesmo chegando mais de meia-noite no nosso hotel em Sibiu e tendo perdido a melhor parte do Torneio de Cavaleiros, só tenho uma coisa a dizer: faríamos de novo igualzinho.

 

E não percam os próximos posts sobre o que fizemos neste mesmo dia durante a tarde. Uma das trilhas mais bonitas das nossas vidas, uma estrada na lista das 10 mais legais do mundo e uma escadaria de mais de 1.000 degraus para deixar qualquer panturrilha bem sarada.

andarilhos do mundo na transilvânia

O nosso índice de posts sobre a Romênia pode ser acessado clicando no banner acima.

Escrito por: Gleiber Rodrigues
Compartilhe:
comentarios:13
Posts Relacionados:
24
Jan
2013
13 comentários
  1. Rafael Carvalho
    24/01/2013

    Hahaahha essas histórias que fazem uma viagem inesquecível! Pelo menos vocês não se frustraram! Abraços, Rafa

  2. Também sou adepto de castelos e cenários medievais, adoro fotografá-los! Estive na Romênia em 2001 ( http://www.viajenaimagem.com/2002/05/leste-europeu-romenia.html ), em uma viagem de ônibus pelo leste europeu. Naquela época infelizmente eu usava uma câmera de filme de quinta categoria, então os registros fotográficos são escassos e pobrinhos. Fazer o que? O negócio é voltar lá!

    • Passei lá no seu blog e curti muito seu post. Também fomos abordados por crianças de rua, mas o único lugar em que isso aconteceu foi justamente em Fagaras durante este festival. Tinha esquecido de relatar isso no post!

  3. Ahhh, que pena, não pegaram um duelo não?
    Eu tive o mesmo pensamento que vocês: AD&D hahahaha, maldita infância nerd!!
    Bem legal o relato, a Romênia começa a ganhar força pra entrar na nossa listinha…
    Abraços!

    • Então… ainda bem que os lugares que estávamos visitando também foram legais e o clima de cavalaria valeu, mesmo tendo perdido os torneios de lança de justa… kkkkk

  4. Jodrian Freitas
    22/02/2013

    Taí uma coisa que gostaria de ver: Torneios de cavaleiros.
    Grande abraço

    • Eu também gostaria… Que pena que não deu. 🙁 Eu e minha incapacidade de dirigir acima do limite de velocidade…

  5. HubaHuba
    19/05/2014

    Eu não sei como os romenos podem enganar os turistas deste alto nível na transilvania. Não poderiam conseguir se o turista se informasse sobre a história da região antes da viagem. Gente! Antes de 1920 esse território pertencia, desde o século 9, durante MIL anos sem interrupções ao Reino Húngaro. (Tratado de Trianon! Quem não conhece isso, nem tem sentido visitar a região. Os romenos nunca tiveram nada para fazer dentro da Bacia dos Cárpatos antes de 1920! Depois somente construiram no comunismo prédios de concreto entre 1946-1989. Fica claro que na Transilvania não existe herança cultural construída romena, né? Fora daquele castelo do Vlad Tepes (Que também tinha sangue húngaro nas veias), já bem na fronteira dos Cárpatos, não existe nem castelo, nem igreja, nem nenhum tipo de construção romena (fora dos prédios horríveis de concreto comunistas). Até 1920 o romeno somente catava batata…isso não é para zuar, tenho todo respeito pelos agricultores, é importantíssima atividade numa sociedade, mas o que é história mesmo e atração turística, tudo foi feito por húngaros, os székelys (etnia húngara na transilvania) e os saxões dentro do Reino Húngaro. Cavaleiros?! A romenia nasceu da Wallachia que nunca conseguiu entrar na Bacia dos Cárpatos, apesar de várias tentativas na era medieval. Uma vez até conseguiram em 1602, algo por ai, mas foram jogadas para fora depois de 3 MESES!:D Depois disso eles ainda alegam a transilvania em todos os lugares do mundo que a região é histórica na história da Romenia. Depois de Trianon, mesmo precisam disso, de outra forma como explicar que eles não tem o que mostrar para o mundo na região?

  6. HubaHuba
    19/05/2014

    Tem por aqui ainda paradoxos. Na roupa daquele cavaleiro (húngaro) naquele banner que eles mostram como se tivessem alguma relação histórica com cavaleirismo, na sua roupa está ali uma cruz bem grande, né? Então, vale saber que os romenos são 100% ortodoxos! Nada a ver com Igreja Católica! Então o caso é que ROMENOS mostram na FORTALEZA HÚNGARA, CONSTRUIDA POR NOBRES HÚNGAROS e defendida com sangue durante toda a história por soldados HÚNGAROS que como o HÚNGARO VIVÍA DENTRO DO REINO HÚNGARO? O problema é que não me parece assim. A Romênia recebeu esse território em 1920, com apenas 51% de romenos na população da Transilvania, mas todos somente refugiados que o Reino Húngaro por gentilidade deixou a entrar em sua terra para dar abrigo à esses pobrezinhos. O romeno obviamente precisa de falsificar a história para não sentir a vergonha. Dentro da Transilvania até hoje tem enormes territórios com 90% maioria de húngaros onde romeno nem se ouve. A situação é a mesma como se amanha o Paraguai fosse presentiado com a metade do território nacional do Brasil e logo começasse a apresentar a cidade de Brasília com todas as construções do Oscar Niemeyer para os turistas do mundo como própria herança cultural. Os romenos somente tem história fora dos Cárpatos, busquem pela Wallachia. Nem Moldova tinha nada a ver com eles isso também receberam como presente depois das Guerras Mundiais. E quem foi que deu…Inglaterra, França, Estados Unidos. Não se deixem ser enganados. ;)Os romenos não tem fortalezas, castelos, muito menos castelos fortificados, nem igrejas católicas, muito menos cavaleiros com cruz para mostrar como era a vida na era medieval na Transilvania. Mas, seria vergonhoso confessar isso, né?! O romeno sempre mente sobre a história da região pelo menos os anglo-falantes colocam as informações mais autenticamente. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Trianon

  7. HubaHuba
    19/05/2014

    :)Desculpa, coloquei em portugués. A história da Transilvania, em inglés, no wikipedia foi escrito, obviamente, por romenos que escreve sobre ela como parte da história da Romenia. rsrsrssrsss é para rir mesmo. 🙂 Então…Depois de quase 100 anos de tentativa de exterminação dos húngaros, pelo governo romeno, na Transilvania e nos outros países vizinhos também ainda tem húngaros vivendo na terra de seus ancestrais, em grandes números. Quer saber? 1/3 da população húngara foi roubada do país. Na Hungria hoje vive menos do que 10 milhões. Trianon tirou do país 33% de seus húngaros puros e os colocou de repente em outros países (novos, que criaram só para este fim), de quais alguns nem existiam nunca antes (Por exemplo, Eslováquia por si nunca foi capaz se organizar e conquistar própria pátria, então…receberam do papai de graça. 😀 Com bastante húngaros… Até hoje 10% da população da Eslováquia e húngara, e a maldade, 😀 ao longo da fronteira eslovaca-húngara, pode ver a faixa com maioria absoluta húngara na população…nem as fronteiras étnicas foram consideradas na decisão das fronteiras de Trianon! http://www.maszol.ro/uploads/files/userfiles/images/kulfold/2013/M%C3%A1jus/10/magyar.jpg Ao longo da fronteira, em faixa grudada na fronteira! 🙂 O problema e que justamente de propósito fizeram assim. Na região os conflitos étnicos nunca vão parar! Tá bom, a minha aula aqui acabou. (e desculpa pelos erros na letra, mas estava em pressa e sou budapestino.) Tchauu

  8. HubaHuba
    19/05/2014

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/34/Mihai_1600.png

    A maior mentira dos romenos. Por estarem durante alguns meses dentro da Transilvania, sem terem sido jogados para fora, alegam a area ser território histórico da Romenia. É até bom para uma gargalhada. Sem falar que nunca nenhum poder (reinos, impérios etc) reconheceu nenhum romeno dentro desta área na história da Europa porque romeno nunca se estabeleceu e nunca mandou neste território. Então, se eu for visitar o Brasil e eu ficar 3 meses pol lá, eu vou ganhar direito para colocar nos livros de história que o Brasil é território histórico da Hungria? rsrs, obvio que não. Tudo é política. É só que eles tem que inventar algo para ‘provar’ que aqueles tem o direito de colocar a bandeira romena no mapa do território. Mas, tristemente, isso precisa de falsificação de história. E eles fazem mesmo. Agora, já realmente terminei. Fica a dica. Se informem sobre história de todos os lugares que vocês visitam. De outra forma você nem sabe o que é que você está olhando. A capital da eslováquia também foi construída por húngaros, a fortaleza lá também é herança do Reino Húngaro e até era a segunda cidade oficial de coroação dos reis húngaros durante séculos. A residencia oficial do presidente daquele país era de uma família húngara até 1920, quando simplesmente o roubaram. Agora.já é eslovaca. Mas eles nunca vão falar isso para vocês. 😉 Eles também CRIAM a história nacional. É assim mesmo…quem não tem, cria…Tá bom, então é isso. Espero ter conseguido abrir os olhos pelo menos um pouco. Tchauuu!

    • Olá Huba Huba,
      Obrigado por dar a sua contribuição sobre a história tão fascinante dessa região tão bonita do mundo. A gente nunca se aprofunda muito aqui no blog na questão histórica. Afinal, é um site sobre turismo, não sobre história, hehehe. Mas concordo contigo que é muito melhor viajar depois de ter estudado bem o povo que está indo conhecer. É muito marcante ver as diferenças arquitetônicas e culturais em cada uma dessas regiões romenas (ao menos hoje, querendo ou não, elas são parte do território romeno). A Moldávia (Bucovina pelo menos) parece um país completamente diferente da Transilvânia, que parece um país totalmente diferente da Valáquia. E isso tem as razões históricas que você comentou acima. Abraços e seja sempre bem vindo a contribuir com o nosso humilde blog. Abraços.