Caçando os Moais da Ilha de Páscoa

Os famosos moais da Ilha de Páscoa são aquelas estátuas imensas, com um rosto enorme, pesando várias toneladas e cuja construção ainda intriga os historiadores. Conhecê-los era, obviamente, um dos nossos principais objetivos.

Ahu Tongariki - Moais da Ilha de Páscoa

Nós, bem inocentes, totalmente sem noção de quantos deles existiam, perguntamos para a atendente da locadora de carros:

– Como se faz para conhecer os moais?

A guria deu um sorriso de cantinho, nos entregou um mapa e disse: “divirtam-se”.

 

Caçada aos Moais

É só isso que você precisa para começar: um carro e um mapa. Esqueça o GPS, só há duas estradas principais em toda a Ilha de Páscoa, você não precisa de ajuda para andar por elas (estão em vermelho abaixo). Como a gente não tinha programado nada, começamos nossa expedição seguindo pela beira-mar procurando as estátuas indicadas.

isla de pascoa wikipediaReparem quantas estatuazinhas tem nesse mapa… Fonte: wikipedia

Avistamos os primeiros moais ao longe. Paramos o carro no meio da pista, procuramos em vão um caminho para chegar perto e, sem sucesso, tivemos que clicar de longe. Perdemos vários minutos tentando achar um jeito para se aproximar e quase pulei a cerca – ruínas históricas não podem ter dono, afinal de contas.

Mas ainda bem que o Sandro não deixou eu invadir a fazenda! Depois de chegar no hotel e ver a foto, vimos que os danados eram, vejam só, de cimento! Não eram nem de verdade. Já pensaram no mico?

Ahu falso e moai falso

 

Complexo Vaihú

E o primeiro complexo arqueológico DE VERDADE que a gente encontrou foi, de certo modo, uma decepção. As estátuas do Ahu Hanga Te’e estavam caídas, com a cara esborrachada no chão. Inclusive vamos explicar isso (eu só entendi depois de olhar o Google): Moai é a estátua; Ahu é a plataforma cerimonial cheia de moais.

moais da ilha de pascoa 01Ahu Hanga Te’e

O complexo arqueológico Vaihú tem, além do Ahu Hanga Te’e, um moai solitário (sem nome) e uma vilinha de pescadores nativos. Ali tinham crianças tomando banho de mar, umas pessoas pescando e um ou outro turista visitando as estátuas. A gente deixou o carro estacionado por uns 15 minutos enquanto fotografávamos e na hora de ir embora fomos solicitados a contribuir com una propina por um simpático nativo.

 

Complexo Akahanga e outros moais da Ilha de Páscoa

Seguindo a estrada, o próximo sítio é o Ahu Akahanga, do lado do Ahu Ura Uranga Te Marina. E aqui descobrimos mais moais caídos no chão. E começou a cair a ficha: para achar os tais ahus do mapa a gente tinha que ficar de olhos bem abertos, porque não há placas indicativas na estrada.

akahanga e ura uranga te mahinaAkahanga e Ura Uranga Te Mahina

Mais moais caídos, tiramos nossas fotos e seguimos nosso safari. O próximo moai que achamos (de novo caído) foi o Hanga Tetenga. Aí descobrimos que a caçada era mais difícil do que parecia! Tínhamos pulado 2 ahus do nosso mapa e a gente simplesmente não conseguia encontrá-los.

Com muito custo, conseguimos achar os vizinhos Runga Va’e, Tu’u Tahi e o One Makihi. Mas nada de encontrar o Ahu Oroi. No final das contas, a verdade é que esses ahus que não tem sinalização não têm nada de muito espetacular, mas custava ao menos botar uma plaquinha com o nome do lado de cada um?

hanga tetenga e moais vizinhos

 

Agora de verdade: Ahu Tongariki

Mas aí chegamos num lugar diferente… Uma montanha maior, com uma PENCA de moais bem visíveis ao longe. Era Rano Raraku, a cratera de um vulcão. A própria “fábrica” dos moais da Ilha de Páscoa. Simplesmente o mais legal dos sítios arqueológicos de lá. Não percam, em breve escreveremos um post exclusivo desvendando os mistérios da construção desses imensos monolitos de pedra.

Pertinho deste vulcão, finalmente a nossa desilusão chegou ao fim. Para quem já não aguentava mais ver tanta cara estatelada no chão, encontrar 15 moais lindos, imensos e bem de pé foi a glória.

Ahu Tongariki - 15 moais da ilha de páscoa

Descobrimos algumas coisas interessantes depois de visitar este lugar. Repare que há cimento colando as estátuas à base de pedra. Sim! Esse Ahu foi restaurado para que nós, visitantes, tivéssemos uma ideia de como eles eram antes de terem sido derrubados.

Outra coisa curiosa: todos os moais ficam de costas para o mar. Como as estátuas representavam os ancestrais, eles tinham a função de proteger espiritualmente a ilha. Bem, ao menos é nisso que os arqueólogos acreditam.

Detalhe de um moai com o seu pukao

Outra coisa: nas costas deles haviam algumas ranhuras chamadas rani, formando símbolos e desenhos. Cada moai tem um rani próprio, diferente de todos os outros. A explicação é que talvez essa fosse uma forma primitiva de escrita, indicando o nome exato do ancestral que cada um representa.

Gleiber zoando os moais

Nem precisa dizer que a gente se acabou tirando fotos, né? Era fim de tarde, o céu nublado resolveu abrir um pouco e a gente aproveitou. Compramos até um moaizinho de souvenir, numa banquinha que havia por ali, cuidada por uma Rapa Nui autêntica e muito simpática.

 

Vamos a la Playa – Anakena

Nossa caçada aos moais da Ilha de Páscoa sai das estradas bem pavimentadas que ligam Hanga Roa (o centro) até Tongariki e entra numa estradinha terrível! Apesar de passar por importantes complexos arqueológicos como Papa Vaka e Te Pito Kura, nesse pedacinho que vai até a praia de Anakena, vocês vão entender direitinho porque ninguém aluga carro sem tração 4×4 por lá.

O dia estava acabando, a bateria da máquina fotográfica também, e a gente já tinha visto moai detonado que bastasse. Tiramos umas fotos do Ahu Te Pito Kura, tentamos encontrar a praia de Ovahe (sem sucesso) e seguimos caminho de volta ao hotel.

ahu te pito kuraAhu Te Pito Kura

Foi só lá no nosso terceiro dia que voltamos aqui para conhecer a praia de Anakena e os seus moais de pé! A paisagem do entorno faz deles os mais lindos, não acham?

ahu ature huke - AnakenaAhu Ature Huke em Anakena

Outra coisa é que aqui eles conseguiram botar o pukao direitinho na cabeça de cada moai. Não expliquei o que é PUKAO ainda? São esses chapeuzinhos vermelhos, que representam na verdade o cabelo do ancestral amarrado em forma de coque.

anakena ahu nau nau

Sim! Os chefes de clã usavam cabelos compridos e prendiam suas madeixas enrolando-as nessa espécie de “coroa”. Os guias faziam questão de explicar que “pukao” não é “sombrero“. Legal que a rocha usada para fabricar o moai (levemente amarelada) é extraída da região do vulcão Rano Raraku, mas a rocha vermelha do pukao vem lá de Puna Pau.

Anakena - Ahu Nau Nau

Podem deixar que nós ainda vamos escrever posts específicos sobre Puna Pau, sobre o umbigo do mundo em Te Pito Kura, os petroglifos de Papa Vaka e sobre pegar sol, praia e ondas em Anakena.

 

Vinapu e Arredores

No nosso segundo dia na Ilha de Páscoa, a gente visitou Orongo e Rano Raraku, que são os únicos sítios em que há cobrança de ingressos. No caminho entre um e outro, resolvemos insistir em completar o nosso álbum de figurinhas e, principalmente, ver se tinha ainda algum Ahu de pé que a gente não tinha conhecido.

Vinapu é um complexo de moais bem pertinho de Hanga Roa, tem até uma placa na estrada mostrando. Pensamos logo que deveria ser algum muito importante.

Vinapu - Ilha de Páscoa

Ledo engano… Mais estátuas caídas… Sabiam que a queda dos moais não é culpa da natureza, nem de terremotos, nem do homem branco invasor, né? Eles foram derrubados de propósito em guerras travadas entre os clãs que habitaram Rapa Nui, há séculos atrás.

 

Rally de 4×4

Preparem-se para percorrer a estrada que leva até o Ahu Akivi. Se a estrada entre Anakena e Tongariki é ruim, essa é péssima! Tanto que no mapa ela vem marcada como trilha e não como rodovia. Acreditem, é bem isso mesmo.

Quando a gente estava lá pelo meio do caminho, depois de ter visto o Ahu Huri a Urenga bem no início da rota, a gente quase desistiu de seguir caminho, com medo de ser apenas mais um monte de estátuas quebradas.

ahu huri a urengaAhu Huri a Urenga

Felizmente valeu à pena, porque além dos moais do Ahu Akivi estarem bem bonitos de pé, tem um monte de coisas interessantes para conhecer no caminho, como o complexo de cavernas Ana Te Pahu (clique para ler sobre Ana Te Pahu).

ahu akivi - moais da ilha de páscoa

A coisa fica feia mesmo depois da estrada rota chegar na beira-mar. Voltar do Ahu Te Peu até Hanga Roa por esse caminho demora quase o mesmo tempo de carro ou a pé. E, pela primeira vez na minha vida, usei a tração 4×4 do carango para conseguir subir uma ladeira esburacada e cheia de pedras.

ahu te peu - moais da ilha de páscoaAhu Te Peu

 

Complexo Tahai

E quase chegando em Hanga Roa, mais um Ahu de pé. Hanga Kio’e é um Moai solitário poeticamente colocado no alto de um penhasco a beira-mar. Seria mais bonito se a gente não estivesse cansado de ver tanto moai a essa altura.

ahu hanga kio'eAhu Hanga Kio’e

Mas aí a gente chega na cidade, novamente no final do dia, pertinho do pôr-do-Sol. Infelizmente, as nuvens cobrem o céu e a gente com pressa para assistir o show de danças típicas Rapa Nui, desiste de tentar tirar as fotos que poderiam ter sido as mais lindas de toda a viagem.

Complexo Ahu Tahai - Ilha de PáscoaAhu Vai Ure (cinco moais) e Ahu Tahai (sozinho)

O complexo Tahai todo é formado de 3 Ahus. A estátua solitária com Pukao é o Ahu Ko Te Riku. O conjunto de 5 moais levemente danificados é o Ahu Vai Ure. O moai sozinho sem “chapeuzinho” é o Ahu Tahai propriamente dito. Este último é o mais antigo dentre todos os moais da ilha.

Complexo Tahai - Ilha de PáscoaAhu Ko Te Riku 

 

Moais de Hanga Roa

E finalmente a caçada chega ao seu fim. Não foi completa, infelizmente. Até porque seria ingenuidade nossa achar MESMO que a gente conseguiriam encontrar todos os 887 moais da Ilha de Páscoa.

E se você ficou com preguiça de sair à caça deles, fique sossegado. Dois deles não têm como passar batido. O Ahu Tautira e o Ahu Akapu estão ali no centro da cidade, bem na beira-mar, um ao lado do outro, bem frente ao campinho de futebol.

Ahu Tautira em primeiro plano - Hanga RoaAhu Tautira em primeiro plano e lá no fundo, o Ahu Akapu

E se você andar rumo norte (à direita de quem olha para o mar), basta passar por umas pracinhas e playgrounds que você vai chegar em um monte deles de novo! Estes, que ficam bem em frente à casa de shows folclóricos Vai Te Mihi, não são originais, mas obras de arte.

Ahus Artísticos

Pintados com cores vibrantes, com ranis bem marcados ou com narizes finalmente esculpidos em concreto, são bem diferentes de se ver. Eu só não entendi muito para que construir ainda mais estátuas. Parece até que a Ilha não tem moais o suficiente.

 

Saldo da Caçada aos Moais

Acreditam que eu me dei ao trabalho de catalogar todos os ahu da ilha e ver quantos faltaram para conhecer?

Conhecemos os que estão marcados

Tá, vou lá tomar logo meu remedinho para meu Transtorno Obsessivo-Compulsivo e já volto!

E clique no banner abaixo para conferir todos os nossos posts sobre a Ilha de Páscoa:

andarilhos do mundo banner ilha de páscoa

Escrito por: Gleiber Rodrigues
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comentarios:38
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08
Nov
2012
38 comentários
  1. Elaine Castro
    08/11/2012

    Ri muito com os moais de cimento!

  2. Hahahaha, como sempre, post engraçadíssimo!
    Que legal cara, um dia vou conhecer esses cara-de-pedra.
    Abração!

  3. Rafael Carvalho
    08/11/2012

    Nossa, Gleiber, esse lugar é incrível, né? Morro de vontade de conhecer! Abração

  4. Bóia Paulistaa
    08/11/2012

    Oi, Gleiber. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

  5. Natalia
    08/11/2012

    Seus textos sempre me fazem rir, imagino os dialogos durante os apuros! E todas as fotos estão lindas, super souvenirs de viagem!

  6. Jennefer
    08/11/2012

    Aiai, tô rindo da minha ignorância, nas primeiras fotos antes de vc explicar o que era o pukao, eu ficava pensando ‘gente, porque puseram essa tapiocanga em cima do moai? Fica feio’.
    Sobre a 1ª vez q vc usou o 4×4, lembrei de uma vez q vc tava me levando em casa (num lembro se era de Willi) q vc disse q era a 1ª vez que tava andando de 5ª marcha.
    Acho q se algum guia ler o seu post vai ficar muito frustrado ou muito ‘pluto’ pq eles cansaram de insistir que pukao não é sombrero e o tempo todo vc os chamou de chapeuzinho.
    Adoro :)))

    • Na verdade, a minha função como blogueiro é sacanear os guias turísticos… kkkkkkkk Brincadeirinha aí, guias turísticos! E sobre os “sombreros” vc já pensou que além do trabalhão que devia dar para botar as estátuas de pé, ainda teve um “espertinho” que inventou essa de “adornar” eles ainda? Sacanagem, né? Bjos, Bib

  7. Leandro
    08/11/2012

    Muito bacana o post, super divertido! Fiquei curioso para conhecer a estrutura da Ilha, depois vou olhar melhor os posts pelo Banner.

    • O post sobre Hanga Roa (o centrinho) mostra bem como é a região urbana da ilha de Páscoa. Confere lá! Mas a gente está começando a escrever ainda sobre a ilha… Muita coisa boa ainda vem pela frente.

  8. hahaha. Do jeito que eu sou lesa, era capaz de ter pulado a cerca e ido atrás dos moais de cimento. Teria sido super mico mesmo! hehehe. Ótimo post! Um dia eu vou para lá.

    • Viu? Apesar do alto custo dos restaurantes / supermercado, a ilha oferece 887 moais para caçar inteiramente de graça! Isso sem falar nos de concreto!

  9. Gente,

    Amei o post! Divertidíssimo!

    Agora, me conta uma coisa… Vocês ficaram hospedados onde? Hospedagem é cara? Qual o preço médio de uma refeição? Contem tudo! Quero saber.

    Beijinhos.

    Cris.

    http://www.viagemdigital.com.br/

    • Essas e outras informações estão nos nossos outros posts sobre a ilha. A gente fala justamente da hospedagem, de um restaurante (e dizemos, para efeito de comparação o preço de outras coisas por lá). Acompanhe nosso índice de posts sobre a Ilha de Páscoa. Em breve muito mais conteúdo ainda virá por aí.
      http://andarilhosdomundo.com.br/destinos/ilha-de-pascoa/

  10. Beta Rodrigues
    09/11/2012

    Muito legal! Eu e o Pedro voltamos do Chile cheios de vontade de ir lá conhecer… até mandei o link pra ele. Amei o post.

  11. Edson Maiero
    11/11/2012

    Gostei muito do post, semana que vem estou lá e com TOC ou não vou tentar fotografar o máximo possível.

    Veleu e parabéns pelo post.

  12. Debora Garcia
    12/11/2012

    Amei, amei, amei. Só isso que tenho pra te falar. rsrsrs

    • Obrigado Debora! Fico super, super, super feliz! Só isso que eu tenho pra te falar! rsrsrsr ;P

  13. Renato Côrtes
    13/11/2012

    Matei as saudades vendo teu blog brother… Destino inesquecível, uma energia inacreditável, lugar que quero voltar… Quero assistir o festival tapati de perto. Parabéns!

    • A energia da ilha é algo indescritível, realmente! Eu que já adorei ter assistido ao show turístico, imagina o tapati!!! Abração e obrigado pela visita!

  14. Luana
    20/02/2013

    Oi Gleiber…muito obrigada por todas as dicas !
    Fiquei com dúvida em relação aos valores para aluguel de carro. Esses valores referem-se ao aluguel/dia…ou o valor total que vcs pagaram durante a estadia na ilha ?
    Grata

  15. Márcio Silva
    16/03/2013

    Olá, pessoal! É minha primeira vez neste ótimo site, muito bacana o relato sobre a ilha. Irei para lá em breve e tenho uma dúvida (desculpem-me se a pergunta é muito idiota, rsrs): não tenho carteira internacional de motorista, só a CNH brasileira mesmo. Em se trata de um local beeeeem isolado como a instigante ilha de Páscoa, será que ainda assim é necessário algum tipo de permissão internacional para dirigir lá, algo assim? Pelo que vi, o “dirigir” na ilha é indispensável para se aproveitar bem a viagem. Brigadão e parabéns pelo belo site!

    • Oi Márcio. A nossa CNH é aceita sim, não precisa da carteira internacional não. Como a ilha pertence ao Chile, todas as regras que se aplicam ao Chile, também se aplicam à Rapa Nui. E sobre alugar carro ser “indispensável”, na verdade nem é… É que faz mais o nosso estilo de viajantes mesmo. Dá para conhecer praticamente as mesmas coisas com excursões. Vai depender mesmo é do número de pessoas (se 3-4 pessoas racharem o preço do aluguel do carro, vai sair beeeem mais barato que excursão) e do gosto mesmo de cada um. Abração, Márcio! Seja sempre bem vindo, e desencana! Não há perguntas idiotas e a sua pode ser a mesma de várias outras pessoas…

  16. Márcio
    04/04/2013

    Valew pelas informações, Gleiber! Embarco dia 16 de junho pra lá, acho q vai ser a viagem mais “exótica” das q eu já fiz até hoje, afinal, não se trata daquela coisa do “tudo à disposição” que só as cidades oferecem, mas sim algo ligado a vivenciar o novo, a história dos moais, a contemplação de se estar em um dos lugares mais isolados do mundo, e por aí vai! Este blog é muito útil e bonito, tenho passado com frequência por aqui, sempre no anonimato, claro, rs. Pretendo participar mais! Ah, hoje li seu relato sobre voar Air France, tive as mesmas impressões q vc sobre a companhia aérea, diferente do seu caso é que minha malinha apareceu rapidão na esteira! Mas, como quase todo mundo que conheço já teve bagagem extraviada, sei q ainda deve chegar o meu dia, rs Abração!

    • Poxa, Márcio. Fiquei feliz de verdade com o seu comentário por aqui. Deu para ver que você pegou bem o espírito do que é viajar para a Ilha de Páscoa. É muito legal quando vocês que acompanham o blog dão as caras, porque fazem a gente se sentir mais útil. Além do mais, seus comentários ajudam muito, trazendo opiniões diferentes das nossas para outros leitores que passarem por aqui um dia. Seja sempre bem vindo! Abração!

  17. Milene Faria
    15/04/2013

    Eu também estava assim. Não importava se eram mais moais. Importava que eram outros moais, outro ahu. Fotografava ângulos diversos do mesmo ahu…rss…tarada por moais.

    • É muito louco, né? Quando a gente se deu conta, estava parando nos mesmos ahus que já tínhamos fotografado só para clicar ângulos melhores, ehehehhe

  18. Julia
    26/04/2013

    Sou uma turista invertida. Ao invés de pesquisar sobre a Ilha antes da viagem, resolvi sanar toda a minha curiosidade que sobrou da viagem lendo blogs e wikipédia. Amei todos os posts sobre a Ilha de Páscoa! Voltei hoje de lá e ainda estou encantada. E ainda me identifiquei com quase tudo que você falou aqui. Seu blog já está salvo nos meus favoritos e garanto que vou ler antes da próxima viagem, hehehe.
    Bjs e parabéns

    • Que legal, Julia! Não tem problema ler antes ou depois, desde que leia! kkkkkk E, principalmente, deixe seus comentários. A gente fica todo bobo aqui quando lê uns elogios! Incentiva a trabalharmos mais. Muito obrigado pelas palavras de incentivo! 🙂

  19. Paulo Santos
    04/01/2014

    Gleiber,

    Parabéns pelo relato divertido, muito bacana, aumenta o interesse de saber mais sobre o local, que ainda não conheço, apesar de ter ido várias vezes ao Chile a trabalho, porém, conheço por ter lido a respeito e percebi que vc não quis entrar no mérito do real mistério que está por trás desses monumentos monolíticos, que envolve a não só a quantidade de Moais construídos, quase 900, mas principalmente quanto aos seus tamanhos e pesos, sendo alguns com até 80 toneladas, considerando que os Rapanui da época não teriam ferramentas ou muito menos guindastes para movimentarem estruturas como essas. Outro fator é que a maioria das feições dos monumentos, nada tem a ver com as feições dos rapanuis, moradores da época, pelo formato das cabeças, nariz, etc.
    Imagino que já imagina do que estou falando, acompanhei um documentário no History Channel, sobre a provável interferência de seres extra-terrestres na construção e disposição dos Moais na Ilha de Páscoa, o que acho muito mais provável do que acreditar que tudo isso foi feito por índios que não possuíam qualquer recurso nessa ilha isolada.
    Tenho desejo que conhecer essa ilha para fazer minhas pesquisas e conclusões um dia, tomara que seja em breve.

    Abraço.

    Paulo

    • Oi Paulo,
      Realmente, eu não entrei nestas questões porque, afinal, falo de turismo. Então o meu foco é mostrar as atrações e motivar viajantes a conhecê-las. Mas de fato é algo impressionante. A arquitetura inca também é algo fantástico (conhecemos na mesma viagem), fazendo a gente pensar como era possível tamanha sofisticação em povos que não conheciam nem a roda.
      Por outro lado, há algumas hipóteses levantadas por cientistas que não são de todo descabidas não. Concordo contigo, só indo lá para tirar suas próprias conclusões.

      Abraços

  20. Karin Scarpa
    13/10/2014

    Gleiber, boa tarde!

    Já passei por aqui para dizer o quanto gosto do blog de vocês, agora passo para dizer que coloquei um link de vocês no meu blog quando falo de nossa viagem à Ilha de Páscoa com nossas crianças de apartamento.

    Mais uma vez parabéns pelo trabalho. É delicioso!

  21. Diogo Estevam
    27/05/2016

    Viu, li muito, vou pra la em novembro, saberia me dizer quantos quilometros mais ou menos tem a estrada da ilha? Acha que da pra fazer ela toda de bike?
    Sugere alguma pousada barata de vdd? Vou sozinho, sou mochileiro e viajo sempre no modo Economico.

    • Oi Diogo
      Dá uma checada no google maps. Mas do centrinho até Anakena são só 13km (atravessa a ilha de ponta a ponta). Dá para fazer de bike com certeza.
      Há muitos hostels por lá sim, bem mais baratos que hotéis. Veja no Booking.com
      Abraços.