Centro de Atenas – Série Grécia parte 1

Aportei na Grécia cheio de expectativas: um país lindo, cheio de maravilhas naturais, a primeira viagem ao exterior… Eu chegava a usar, na época, aquelas planilhas do Excel com tudo calculado friamente, com preço de metrô, de cada passeio e até a previsão de gasto diário com comida.

Adentramos o país num voo da companhia Vueling de Barcelona a Atenas.

O Aeroporto é bem moderno, daqueles reformadinhos por causa da olimpíada de 2004. Bem fácil de se situar apesar daquele alfabeto estranho e incompreensível por todos os lados. Sorte que havia legenda em inglês para tudo, pelo menos no Aeroporto, né? Para o hotel, o meio de transporte mais fácil: metrô. Direto até a estação Monastiraki, sem baldeações.

Pertinho de Monastiraki

Seria bom se a praça não estivesse em obras e a gente não tivesse que subir milhares de degraus com malas pesadas no meio de uma multidão enfurecida! Quando saímos na rua, aquela visão inesquecível: gente, gente e mais gente! Buzinas, trânsito tumultuado, imigrantes de tudo quanto era lugar, ruas acinzentadas e prédios decadentes. Muito prazer, rua Athinas, estou me sentindo em casa!

O bairro central da cidade (Psyrri), entre a praça Monastiraki e a praça Omonoia é a cara de qualquer centro de cidade brasileira: gente amistosa, solícita, mercado de rua aberto até tarde com todo o tipo de buginganga e até uma certa cracolândia escondida dos becos laterais que a polícia fingia não enxergar. Só uma diferença: sem assaltos!

Praça Omonoia

O hotel Athalos tinha tipão de albergue, um terraço panorâmico com vista para a acrópole e uma sacada com vista para a poluição sonora, aérea e visual da rua. Vão se acostumando: TUDO na Grécia fede a cigarro (me desculpem os fumantes, mas o odor de cigarro é fedor puro #prontofalei).

Antes que digam que estou reclamando de tudo, vou até elogiar o senhorzinho da recepção que falava inglês super mal, mas mesmo assim fingia que entendia tudo (com aquele sorriso amarelo e nicotínico e respostas erradas) e o quarto até que serviu ao seu propósito, pois era limpo e tinha um chuveiro quente.

Infelizmente, esse dia estava marcado para visitarmos o Parthenon, mas não deu tempo e ficamos passeando por ali mesmo, em torno do bairro chamado Plaka. Demos uma voltinha até a praça Omonoia para descobrir que não havia nada de interessante naquela direção, exceto pelo Mercado Público da cidade, impossível de passar desapercebido dado o intenso odor a peixe. Na verdade, passando a praça Omonoia fica o Museu Arqueológico da cidade um dos principais pontos turísticos DO MUNDO. Mas eu falarei sobre ele em outro post.


Visualizar Atenas em um mapa maior

Já os arredores da praça Monastiraki, que eram para ser lindos, a gente acabou pegando em reforma. Então só apreciamos o arranjo quase artístico de tapumes. Em volta, umas igrejinhas simpáticas: umas maiores que outras, mas todas com a arquitetura ortodoxa grega tradicional.

Arredores de Monastiraki e Plaka

Quanto mais você caminha em direção à Acrópole (e isso tudo é bem perto, perfeito para caminhar à pé), mais europeia a cidade vai se tornando e mais ruínas vão aparecendo. Nos arredores da rua Adrianou, todos os turistas e estabelecimentos pega-turistas se encontram naquela harmonia que nós, visitantes de Pão de Açúcar e Corcovado somos bem aptos a entender.

Umas ruinazinhas à toa… e a Lua Cheia…

Iríamos voltar à Plaka várias outras noites para comer espetinhos (particularmente os de cordeiro, dos quais eu ainda não tinha pegado nojo… que saudades), bebericar vinhos caseiros de qualidade questionável e assistir a um povo alegre, que canta e dança nas ruas.

Inesquecível mesmo, foi ver o luar prateado banhando a Acrópole lá no topo daquela colina, como que nos observando do alto da sua magnitude. Da sacada do quarto do hotel, do meio da rua, do restaurante, das praças e de todos os lugares se avistam aquelas colunas inconfundíveis: testemunhas dos séculos, guardiãs de uma civilização de quem herdamos a nossa ideologia, nossa cultura e até a nossa língua, soberanas em sua nobreza…

Parthenon lá no alto da acrópole

Caraca!

Eu estava na Grécia!!!

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Escrito por: Gleiber Rodrigues
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comentarios:3
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01
Feb
2012
3 comentários
  1. Dani Bispo
    01/02/2012

    Uau adorei! Quero a Grécia! Preciso conhecer! Estou daqui acompanhando! Hehe

  2. Milton Kennedy
    03/02/2012

    Ei Gleiber curto mto vir aqui ler seus relatos. Posso dizer que viajo junto nos seus textos (sempre escritos com um bom humor).
    Já disse-lhe uma vez: como arquiteto adoraria viver estas aventuras que descreve… mas por enquanto… $$$$$
    E a Grécia é um local que apreciaria mto conhecer sobretudo a Acrópole. Agora phoda é saber este lance do cheiro de cigarro como mencionou, rsrsrsrs.

    Grande abraço, mtas viagens, amigos, saúde e paz!

    =D

  3. debora borgs
    23/01/2014

    Adorei as fotos e os relatos! estou indo agora em julho 2014 para a Grecia e estou super empolgada, o blog me fez viajar e me deixou com mais vontade de ir!! grande abraço!