Restaurantes: Com ou Sem Emoção?

Parte muito esperada de qualquer viagem, desbravar cafés, bistrôs e restaurantes é uma das atividades que mais gosto de fazer quando estou fora de casa.

Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas às vezes me vejo procurando uma desculpa para entrar em um desses lugares sem nem mesmo estar com fome, só para conhecer. As janelas, a decoração, mesinhas na calçada, o uniforme dos funcionários, tudo me encanta! E só de imaginar as sensações novas que eu poderei experimentar… Uh lá lá! Já me dá água na boca.


Prato do dia num bistrô de Paris

Dada a importância da questão, durante a programação de uma viagem, deveríamos então incluir não só atrações turísticas e hotéis como também algumas recomendações de bons restaurantes, certo?

Pois é. Eu pouquíssimas vezes consegui programar minhas refeições em viagem! A última vez que me lembro foi em Praga, em que reservamos um jantar medieval ao estilo banquete numa taverna da cidade. Compramos tudo aqui do Brasil, horário marcado e pago com cartão de crédito.

Teria sido maravilhoso se não fosse a gente ter chegado atrasado uns 15 minutos (e a casa já COMPLETAMENTE cheia). Adivinhem por quê? Porque estávamos passeando tranquilamente pela cidade quando a gente se deu conta que tínhamos o tal horário marcado. Paramos tudo para voltar ao hotel, banho, troca de roupas, etc. E nem me lembro se estávamos mesmo com fome àquela hora.

Embora o banquete medieval na taverna tenha sido uma experiência das mais incríveis e divertidas, tem essa parte chata de abdicar da liberdade de passear até a hora quiser por causa de um compromisso já agendado.

Em alguns restaurantes você é OBRIGADO a marcar hora (essa taverna mesmo é um exemplo) senão você não entra. Esses estabelecimentos alcançaram status de atração turística, ou evento, como um espetáculo que começa na hora X e você TEM que estar lá arrumado, senão perde o “ingresso”.

E será que “comida” merece ser tratada assim, com tanta pompa?


Sanduíche despretencioso, mas delicioso

Em alguns casos, até concordo. A refeição não é uma simples refeição num D.O.M do Alex Atala, por exemplo. É MESMO um evento, uma espetáculo, um show. E merece toda a preparação, agendamento e vestimenta que se preze.

Mas aconselho aos viajantes mais desbravadores que não façam refeições tão previamente planejadas em TODA a viagem. De vez em quando, deixem-se levar pelo perfume dos cozidos, namorem as vitrines, folheiem os cardápios que ficam na porta, caiam na conversa daqueles que vem te oferecer um espumante cortesia…

Nós já fizemos todas essas coisas. Essa do espumante mesmo, acontece agora em Agosto em Buenos Aires, perto da Recoleta. Não me lembro o nome do lugar, mas adorei a refeição, o espumante e a conta!


Reparem nas tacinhas de espumante… (grátis!)

Você não vai acertar sempre, vai comer algumas coisas mais ou menos de vez em quando, mas vai conhecer um pouco da cozinha de verdade daquele lugar em que você estão passeando.

Do mesmo modo que aqueles passeios de bugue nas dunas de Genipabu, que podem ser feitos com ou sem emoção, às vezes a gente se diverte mais arriscando a vida do que seguindo por caminhos cheios de segurança.

 

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Escrito por: Gleiber Rodrigues
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Nov
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3 comentários
  1. Anonymous
    22/11/2011

    Querido Gleiber!!! Que saudades!!!! Adoro o seu blog… Recentemente fui para Portugal e revisitei a Espanha… Esse post de hj me fez lembrar demais a minha viagem!!! Como toda boa pessoa com alma de gordinho o turismo gastronômico é sempre interessantissimo! Me realizei na poetagem de hoje! Ah alias, fiz um blog da minha viagem por motivos distintos do seu, e certamente, não tão bem escrito como o Andarilhos, mas passa lá pra espiar é http://www.julianaemauri.blogspot.com! Bjos Ju Peghini

  2. Jonathan Padua
    22/11/2011

    Muito legal o post brother, adorei. Também acho que devemos explorar a verdadeira culinária local em uma viagem, afinal a culinária é parte da cultura. E também meio complicado programar a ida à algum restaurante antecipadamente.

    Parabéns pelo post!

    Abração,
    Jonathan Padua

  3. Show grande idéia,

    Ficar preso pelo horário do Jantar é um problema mesmo, nos EUA, eles jantam cedo, e muitos restaurantes a reservas vão até as 21h, o que amarra o dia.
    Tenho uma experiência em Florença de ver um boteco (bar simples) com um monte de engravatados,entramos e haviam dois grandes tachos de risotos, apontava um eles enchiam um prato, não me pergunte o que é era ou o que tinha, foi o melhor risoto que já comi e não sei do que foi.
    Acho que o programa faz parte, mas os inesperados e despretensiosos em viagens são marcantes.
    Abraço!!