Passeios no Cairo – Egito parte 2 de 5

A parte 2 dessa série revival da jornada egípcia dos Andarilhos do Mundo fala da capital do país: o Cairo. É por onde você provavelmente começará a sua viagem e por onde provavelmente pegará o seu vôo de volta. É onde ficam as mais famosas atrações turísticas do mundo: as pirâmides de Gizé.


Atração 1: As grandes Pirâmides de Gizé

Ao contrário do que muitos possam imaginar, elas não ficam no meio do nada, a léguas e léguas saáricas de distância de algum oásis perdidos nos arredores do Cairo. Elas ficam NO MEIO da cidade!

O Cairo é uma das maiores metrópoles do mundo (tipo: 16 milhões de habitantes, pouca coisa menor que São Paulo) e você verá que grandes avenidas, congestionamentos, buzinas e hoteis estarão bem, mas BEM próximos das grandes pirâmides.

Nós ficamos no Hotel Sofitel Sphinx, que fica ao lado delas, o que facilita os deslocamentos para as pirâmides, mas dificulta o deslocamento para o centro da cidade, onde fica o Museu do Cairo (outra atração imperdível). Mas como nós contratamos tudo via agência de turismo, todos os translados eram incluídos, portanto, não precisávamos nos preocupar com essas coisas.

Ao sopé das pirâmides tivemos nossas primeiras lições de história, com as fascinantes explicações da arquitetura faraônica e dos motivos que levaram os monarcas da época a erguer tão soberbos monumentos.

Se vocês quiserem, posso até dedicar uma postagem ao que eu aprendi sobre a história desses (e outros) monumentos e templos, mas acho que será mais didático vocês assistirem ao History Channel ou o Discovery Civilization, hehehe

Bem perto das grandes pirâmides está a famosa Esfinge, que tadinha, anda meio detonada. Sua face já está super desfigurada (como se não bastasse o nariz quebrado, a chuva ácida vem corroendo os detalhes da sua fisionomia…)

Prepare-se para as caminhadas (o melhor ângulo para fotos é sempre o mais longe – lei de Murphy) sobre o escaldante Sol do deserto. Apesar de estar próximo da cidade, a área do complexo está delimitada para não ter construções modernas, portanto não há sombra ou árvores.

Ali, vários locais te oferecerão passeios de camelo, souvenirs e outras bugigangas. Os camelos eram tão fedorentos e machucados (maltratados?) que tivemos pena de subir nossos pesos em cima do lombo deles.

Não faltarão “caçadores de gorjetas” se oferecendo para te levar num passeio pelo deserto, ou para tirar uma foto sua, ou sua com um camelo. E muito cuidado quando alguém tentar te dar qualquer objeto de presente (“regalos/gifts”), na verdade eles não aceitarão devolução, mas lhe exigirão um presente (leia-se $$$) de volta.

Atração 2: Museu do Cairo

 

De lá, a próxima parada sem dúvida é o museu do Cairo, que também é mais bem aproveitado com a ajuda de um guia. A gente aprende até a reconhecer certos hieroglifos e a função de colunas e pórticos ao visitar os templos depois.

Vimos as relíquias de Tutancamon, que são realmente fascinantes (e se vistas aqui, lhe poupam da vontade de visitar a sua tumba no vale dos reis depois, que na verdade estará vazia, deixando tempo para visitar outras tumbas mais interessantes).

A sala de múmias cobra um ingresso à parte e não quisemos, para poder ter tempo de visitar outras alas com mais calma (tínhamos visto um monte de múmias em outros museus mundo afora…). Mas pode ser que seja interessante para quem não viu em outros lugares.

 

Atração 3: Jantar no Nilo

Uma sugestão de jantar bem pitoresco é a bordo dos barcos que ficam ancorados no Nilo e que tem charme para dar e vender, além de servir para termos uma amostra da autêntica cultura árabe.

Em algum momento, vários garçons irão se retirar para fazer suas preces voltadas para Meca (na mais absoluta discrição), e se for ao banheiro, não estranhe ver clientes ou funcionário lavando os pés nas pias (preparação obrigatória antes das orações).

 

Atração 4: Sakhara e Mesquita de Alabastro

Um “tour” bem legal é o passeio pela planície de Sakhara, com amostra de outras pirâmides além das 3 mais famosas de Gizé e que demonstram que os antigos egípcios precisaram “errar” primeiro na tentativa de construir suas obras até que aprendessem o modo correto de erguer seus monumentos. 

Ali, visitamos os túmulos mais interessantes de toda a viagem, túmulos de gente mais “comum” (altos funcionários do governo). Vocês verão que nas tumbas dos faraós são retratadas cenas relacionadas ao seu aspecto divino, enquanto que nas tumbas de não-faraós veremos agricultores, dançarinos, artesãos… Cenas muito mais interessantes de se apreciar.

Nesse mesmo tour, visitamos a famosa mesquita de Alabastro, na citadela de Saladino. A construção militar muçulmana, espécie de castelo/fortificação da região que abriga uma mesquita visitável.

Ali, não acontecem mais cerimônias religiosas verdadeiras, então por isso é permitida a entrada de turistas. Nas mesquitas de verdade, só são bem vindos aqueles que forem ali para praticar o islamismo (nem pense em exceções).

Mais um ponto positivo ao nosso guia. Ali, sentados sobre os tapetes do majestoso templo, ouvimos um pouco sobre sua fé e foi impossível não se emocionar com a beleza do amor, da compaixão e do senso de união e fraternidade dos muçulmanos.

Quando se diz que todas as religiões do mundo são semelhantes, acreditem. É verdade! Seja no que há de mais belo (a verdadeira doutrina da paz, do perdão e do amor ao próximo) quando no que há de pior (radicalismo, intolerância e preconceito).

A fé maometana não é diferente. Sua beleza é digna de admiração e dá para entender muito da revolta do povo árabe quanto às injustiças que seu povo sofre por serem taxados de “terroristas” mundo afora. A grande maioria da população muçulmana também achou o 11 de setembro algo injusto, desumano e pecaminoso. Podem acreditar!

Bem, antes que eu me converta à fé islâmica me relembrando desses momentos inesquecíveis, vou me despedindo de vocês na postagem de hoje.

Acompanhe a série completa com os links abaixo:

Geral

   Pacote Turístico
   Dicas para Turistas

 

Aswan

   Aswan e Abu Simbel

 

Cairo

   Passeios no Cairo

 

Luxor

   Cruzeiro no Nilo e Luxor

 

Escrito por: Gleiber Rodrigues
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Jun
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5 comentários
  1. Milton Kennedy
    27/06/2011

    Putz Gleiber, estou curtindo muito navegar pelo seu blog (tô aqui na maior vontade de fazer este passeio).
    Pode estar certo que retornarei várias vezes ao seu blog!

    Cara, lendo o trecho em que você fala da fé recordei-me de um breve papo virtual que tivemos na época do AP Legionário (vc devia cursar medicina ainda), lembro-me que comentou que era de Uberada, citou até o grande Chico Xavier.

    Grande abraço mano,
    saúde e muita Paz!

    =)

  2. Gleiber
    29/06/2011

    Sim, sou de Uberaba. Mas já moro há mais de 8 anos aqui em Porto Alegre agora. Meus pais ainda moram lá e eu os visito quando posso. Um abração!

  3. Angela
    15/05/2013

    Fiquei hospedada no Le Sphinx nas duas vezes em que viajei ao Egito. Em 2008 e jul/ago 2011, quando fiquei quase 30 dias. Saudades daquela terra!

  4. Sione
    07/10/2013

    Estou programando uma viagem para egito, estou com um pouco de receio ( medinho) de ir por conta,e facil encontrar guia e se deslocar de uma cidade pra outra, afinal vou pretendo passar 5 dias no egito e seguir para Istambul e depois Atenas e ilhas gregas… o Cairoé imperdivel ou se fizer Luxor e Aswan ja ta bom, visto que fica bem longe da outra..
    obrigada, se puder me retornar.

    • Bem. Não gosto muito da ideia de viajar pelo Egito por conta própria, principalmente com essas manifestações. Dá para passear só por Luxor e Aswan sim, só que você vai perder justamente as pirâmides, que ficam no Cairo. Nós fomos com pacote comprado e com os traslados já contratados. Sugiro que você faça o mesmo. Dá para fazer isso lá em uma agência local. Várias inclusive falam espanhol. Não economize nisso, principalmente por causa dos riscos de atentados / manifestações e quebra-quebra.