Do Chuí ao… Uruguai!

Hoje vou contar para vocês como foi a minha última viagem para o extremo sul do nosso Brasil, um pedacinho do Rio Grande do Sul não muito visitado para o turismo, mas que guarda diversão para vários públicos. Na verdade, essa viagem é interessante porque na praia do Cassino (a última praia do Brasil) é o lar dos pais do Sandro, que o outro Andarilho do blog. Então, aproveitando a visita à casa de seus pais, a gente fez vários passeios interessantes vou contar para vocês.

Dessa vez tínhamos mais companheiros Andarilhos: o André e a Tati, que tiveram importante papel, principalmente para levantar esse que aqui vos fala da cama (se dependesse da minha preguiça, acho que não tinha saído passeio nenhum, então OBRIGADO por me fazerem me divertir!)

No sábado, fomos fazer um passeio na praia, que não é propriamente uma praia bela ou paradisíaca… Mas tem lá algo de especial nela, pois é simplesmente a maior praia do MUNDO! A areia se estende por longos 240km, e vai até a barra do Chuí, extremo sul do Brasil.

A praia é famosa pelo vento chato, mas mesmo assim é um sucesso! Afinal, no calor infernal daqui no verão (ainda bem que só duram 3-4meses!), o gaúcho procura qualquer lugar com água para se refrescar. Bem, nesse dia estava frio, então não deu banho, mas uma caminhadinha sempre vale para levantar o astral.

Depois do almoço, fomos passear nos molhes, que é um lugar onde colocaram um monte de pedras avançando mar a dentro bem na foz da Lagoa dos Patos, que é a maior Laguna do Brasil! Elas estão ali para facilitar a navegação (Rio Grande tem um porto muito importante para a economia do país).

Há trilhos que foram usados para a construção dos molhes (segundo a wikipedia, com 2,2km de extensão mar adentro) e que hoje servem para que vagonetas nos levem até sua extremidade, num passeio divertido e engraçado. Elas são movidas pelo vento ou pelo muque dos transportadores…

No final do dia, pegamos umas varas de pescar e fomos pegar uns peixinhos na parte da lagoa num lugar que só o Seu Adão sabe contar onde é. Pegamos mais de 20 cascotinhos… 🙂

Domingo, o dia foi de ir ao Chuí. Pegamos a estrada, que concorre como estrada mais monótona do mundo, porque é um retão sem fim, quase sem curvas e sem trânsito. É bom porque passa rápido, mas é um perigo se vocês estiver com sono.

No meio dela, a reserva ecológica do Taim, linda mesmo da beira da estrada, com suas capivaras, flamingos, dentre diversos animais silvestres (alguns deles tentando atravessar a pista, cuidado!) 

E ao chegar ao Chuí, um pedacinho perdido, no fim do mundo…


Uma pequena cidade, sem muita beleza, mas recheada de lojas tax-free na parte uruguaia! O paraíso para compras! Tudo muuuuito mais barato do que por aqui, uma tentação para quem tem vocação para muambeiro. Vale para relógios, artigos de grife, óculos de sol, perfumes, chocolates… O difícil é se controlar e não extrapolar a cota de US$ 300,00.

Mas cuidado, a polícia faz blitzes com frequência na saída para Santa Vitória do Palmar, então tenha as notas fiscais à mão. Se extrapolou o limite, lembre-se de pagar o imposto na aduana antes de seguir adiantes (50% sobre o valor que extrapolou os US$300,00). Atente-se para as falsificações (tem bastante, principalmente de tênis).

Uma dica é ir direto para a Neutral, quem tem praticamente um hipermercado no canto esquerdo. Tem estacionamento e os preços não são maiores do que das outras lojas e assim você poupa suas pernas!

Comemos uma típica parrilla uruguaia de almoço e pagamos caro, pois o garçom não estava com o menor saco de nos atender, nem de nos explicar os diversos nomes ininteligíveis de cortes em espanhol. Valeu pelos molhinhos (o de alho…). Se puderem, evitem a Parrilla Jesus! (acho que era esse o nome do lugar…)

Voltamos em paz, com um videogame em mãos… Né, André?

E na segunda-feira, fomos visitar familiares do Sandro em São José do Norte, uma pequena cidade que fica do outro lado da lagoa dos Patos, de quem sai de Rio Grande. O trajeto é de barco, um frio do caramba… Ali eu me deparei com mais uma dessas situações que faz a gente ficar triste com o Brasil.

O lugar foi palco de batalhas importantes na guerra dos Farrapos, tem uma arquitetura colonial marcante e uma igreja gigantesca, que estava fechada. Passeios de barco ali poderiam ser explorados turisticamente. E o que temos? Uma pequena cidade, praticamente abandonada, sem uma alma viva na rua, sem um restaurante legal para se almoçar…

Se queremos que o Brasil seja um destino turístico um dia, devemos investir mais! Ouviram, governantes????

 

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Escrito por: Gleiber Rodrigues
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2 comentários
  1. Giovana
    17/12/2010

    Oi, Gleiber! Frequentei muito o Cassino quando criança e tenho curiosidade de fazer esse caminho até o Chuí. Quem sabe agora me animo? Bjão

  2. Gleiber
    17/12/2010

    A estrada é muito tranquila. Vale à pena se não estiver com sono. Estando no Cassino ou em Rio Grande, é o Uruguai e as compras mais perto de você! (na verdade Jaguarão é mais perto, eu acho, mas dizem que no Chuí tem mais lojas!)
    Beijos tb!