Cânions parte 3 – Fortaleza

Então, vamos finalmente terminar de contar a viagem de um fim de semana pelos cânions da Serra Gaúcha de Agosto de 2010. Você pode acessar a parte 1 e a parte 2 dessa viagem clicando nos links.

Em Cambará do Sul, que foi a nossa sede, havia poucas opções de restaurantes para a noite, mas acabamos encontrando uma autêntica cantina italiana (uma Galeteria, na verdade) de tirar o chapéu. Chama-se “O Casarão” e todo mundo da cidade conhece.

Para quem não sabe o que é uma galeteria, é um tipo de restaurante de inspiração italiana muito comum aqui no sul com o seguinte sistema: paga-se um preço fixo, há buffet de saladas à vontade (ali também tinha o buffet de massas) e eles vão servindo grelhados, massas com diversos molhos, galeto (franguinho jovem, que eu sempre fico com pena de comer) e polenta com queijo na sua mesa à vontade, como rodízio.

Atendimento nota 10 e preço muito mais do que justo. Detalhe: todas as saladas eram cultivadas ali mesmo e sem agrotóxicos! Coisa chique!

A estrada para o Cânion Fortaleza, nosso destino de hoje, era tão pedregosa e lenta quanto à do dia anterior, além de ser um pouco mais longa. Percorremos nossos 22km (só o início tem asfalto, não se iluda) em mais ou menos 1 hora!

Ali não é cobrada a entrada e nós dirigimos até chegar em um ponto da estrada com lugar para deixar o carro do lado esquerdo. Ali é o início da trilha para a famosa Pedra do Segredo, sem sinalização e sem muito alarde, já que a ideia é fazer você contratar um guia para levá-lo até lá.

Entretanto, a trilha é tão fácil e simples que não dá para entender o porquê de não colocarem uma única placa beeem visível ali na estrada, além de outras ao longo do caminho. A trilha é estreita, mas no início vai em um campo aberto, sem chance de errar. Depois entra na mata, mas sem bifurcações. Chega na beira de um rio pedregoso, com um visual incrível e ali muitos podem ficar na dúvida sobre o caminho a seguir.

Vou dar a barbada: caminhe por toda a margem direita até a cachoeira, precipício à beira do próprio cânion Fortaleza. Fique abismado, embasbacado, tire duzentas mil fotos, louve a mãe natureza e atravesse o rio pelas pedras.

A gente teve muita sorte quando estivemos ali. Avistamos uma suçuarana (ou onça parda, ou puma) bebendo água no rio, mas não deu tempo de clicar, pois ela fugiu muito ligeiro. É muito bom saber  que ainda há animais desse porte vivendo por ali.

Depois de atravessar o rio, é só seguir a trilha única até a cerca. De longe, avista-se a famosa pedra do segredo, equilibrando sei-lá-quantas toneladas em irrisórios 50cm de base. Essa parte da trilha vai costeando os desfiladeiros e tem uma vista incrível da cachoeira. Todo esse trajeto, ida e volta, não leva mais do que 1h30min. Se você quer curtir com mais calma, planeje 2h. O parque fecha às 17h e você deve se programar para isso se não quiser se incomodar.

Resumindo: um passeio gostoso, rápido e agradável. A essa altura, já era umas 14:30 e fomos almoçar vocês não imaginam onde…Em Gramado. Isso mesmo, pegamos o carro e nos mandamos até a Região das Hortênsias para comer um farto café colonial. Quase umas duas horas depois, chegamos famintos e devoramos tudo o que vimos pela frente, recuperando todas as nossas energias!

 

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Escrito por: Gleiber Rodrigues
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2 comentários
  1. Bib
    23/12/2010

    Oi Mor, Pelo q conheço de vc, tu deves ter adorado essa viagem, nunca vi gostar tanto de pedra! Lembrei de qdo fomos a Sacramento e Peirópolis.

  2. Gleiber
    29/12/2010

    Nossa… Os cânions são muito loucos! Só não vou lá mais vezes por causa da estrada… Se bem que tem uma outra parte que a gente vem por Santa Catarina… Dizem que é até mais bonita! Eu sou praticamente um cabrito montês! kkkkkkkkk