Cânions parte 2 – Itaimbezinho

Vamos falar de Cambará propriamente dita, portal para a região dos cânions. A viagem, desde São Chico deveria ser rápida e sem muitos contratempos, mas a estradinha RS 020 anda tenebrosa. Prepare para amassar as rodas do seu carro, principalmente se forem de liga leve, ehehe (ainda bem que o nosso não era!). Acho que fazem isso de propósito, para que a cidade, super pequena, não receba turistas demais.

Ao chegar, a gente percebe que esta é realmente uma região muito simples do estado. Um potencial turístico grande, uma boa chance de produção de renda, mas infelizmente pouco utilizada. Resumo: poucas pousadas legais na cidade em si e poucas opções de lazer.

A gente encarou um almoço ali no “Di Sabore”, que é um restaurante simples e barato. Recomendo a Ala-minuta (arroz, feijão, carne, fritas, alface e tomate) e aviso: as panquecas são baratas, mas são difíceis de engolir (massudas, pouco recheio, vem 3 no prato – um exagero de tão grandes!). Dali, fomos para a nossa pousada (Estalagem da Colina – bem legal).

A ida para o cânion (Itaimbezinho, primeiro), de pança cheia foi barbada (em bom gauchês: bem fácil). Tem um centro de informações turísticas bem legal no caminho com guris bem atenciosos. Não tem erro: é só seguir as placas e a estrada não tem bifurcações. Paga-se R$ 6,00 por pessoa e mais R$ 5,00 para estacionar o carro. A sede do Parque Nacional tem banheiros e era para ter uma Lanchonete, mas está desativada.

Resumo: prepare-se para dirigir cerca de 20km no meio do nada (e demorar quase uma hora para isso…), com campos desmatados (pastagens) em 90% do caminho e com o carro se acabando em tantos buracos e pedras na estrada de chão até que se chega num local onde tudo muda: aparece asfalto, alguém para te cobrar a entrada e uma infra-estrutura que era para funcionar, mas não funciona (tipo: não tem onde comprar uma água)! Bem vindos ao Brasil.

Ali há basicamente duas trilhas: a do vértice (que é bem curta e só serve para ver uma pequena parte do cânion) e a outra (que eu não lembro o nome), que foi a que pegamos até chegar aí sim, onde queríamos.

A trilha é muito boa, ampla. Na verdade, ali é uma pequena estrada, pois há moradores no entorno.  Ali, perto dos cânions ainda há Mata Atlântica nativa, mas infelizmente é só uma borda bem estreita…

Quando termina a trilha, temos mirantes, cercas, tudo bem organizado… Aí é só fazer a festa: fotografar, fotografar e não se cansar de tanto fotografar, pois o lugar é simplesmente 10!

Não! Não acabou. Tem ainda o outro Cânion: o Fortaleza.

 

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Escrito por: Gleiber Rodrigues
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2 comentários
  1. Michel
    25/09/2010

    Grande Doutô! Legal saber que você deu um pulo no meu blog cara, sempre que dá tenho rodado por esse mundão mesmo e acabei vindo parar pra morar na Suíça, loucuras da vida! Coloquei um link lá pro teu blog também, claro!
    Em março já sabe, passa por aqui! No que puder ajudar, estamos ae! E, como não poderia deixar de ser, força sempre!
    Abração! Mich

  2. Camila Guerra
    16/02/2012

    Vi seu post e me deu saudades do Sul.
    Estive em Cambará do Sul no Itaimbezinho em 2010 e achei muito bacana. Fui em abril e dei sorte de pegar tempo bom.
    Realmente a infra-estrutura deles deixa a desejar, mas o passeio vale MUITO! Em época de chuva, acho impossível chegar ao parque, a estrada é sofrível. A gente vai saculejando dentro do carro por um loooongo trecho.
    Parabéns pelo blog!