A comida mais nojenta de Paris

Post do SANDRO
(ditado por ele!!!!!!!!!!!!)

Depois de ter camelado o dia inteiro e estar com os pés chiando dentro do calçado, de ter andado até de bicicleta (depois de ANOS!!!!!!!!!!!!!), voltamos loucos de fome para o hotel.

Resolvemos fazer uma boquinha em algum restaurante próximo (para não ter que caminhar mais).

Apesar de estar quase dormindo em pé, o Gleiber ainda não se dava por contente e ainda queria ir na beira do rio Sena (caminhar MAISSSSSSSSSSS) só para olhar a Torre Eiffel brilhando com sua iluminação noturna.

Prefiri a ideia de encher a minha barriga ali por perto, sem caminhar muito nem gastar muito e, ao invés de ver lampadinhas da torre, prefiro sonhar com uns vagalumes no meu quarto de hotel!!!

Mas continuando…

Saímos novamente (camelando) para achar um restaurante… Passamos pelo primeiro: vazio.  Passamos pelo segundo: dois caras fumando na porta. Passamos pelo terceiro: além de caras fumando, uns outros bebendo. E nada de ninguém comendo!!!

Eu é que não ia entrar para fazer minha refeição parisiense nesses lugares caros, mas de ambiente fedorento. Já o Gleiber, entretanto, queria entrar logo no primeiro.

Já IRRITADO de dar com os burros n’água na minha simples tentativa de achar um restaurante gostoso para jantar, nada mais prestava!

Ao passar por um restaurante turco (com kebabs e sanduíches que já estávamos acostumados da outra viagem), convidei ele para entrarmos. E a pomposa resposta foi:

– NESTE EU NÃO TE ACOMPANHO!!!!!!!!!!!!! (simplesmente porque tinha batata-frita, que ele NUNCA come para não “engordar”).

E continuamos a nossa caminhada em busca da comida…

Passamos por um mexicano (mas só tinha fast-foood) e não entramos.

Exausto (e faminto) e com os pés ardendo, olhamos uma placa onde dizia “menu TGV a 14 euros” (era em frente à Gare de Nord, uma estação de TGV – trem de grande velocidade). Bem, 14 euros eu até concordei, mas entramos desconfiados, pois o ambiente parecia meio “fino” demais para ser verdade.

Claro que o menu de 14 euros era só para o almoço e do cardápio, todo em francês, a gente não entendia nada! (e não tinha a versão em inglês!!!).

Já amarrei a cara e senti que ia me ferrar.

O Gleiber resolveu comer um prato de pato!!!! uahuahuahauhuahua

E eu, como não entendia nada do que estava escrito, deixei ele escolher para mim: “Têtes de veau”. Paramos e refletimos: que raio de comida é essa???

O garçom, que não falava merda nenhuma de inglês disse que era de vaca e que era cozido (tinha um outro prato que era até cru!). E eu, acostumado com os meus churrasquinhos no sul, pensei: “carne de vaca? Tá”, mas fiquei meio desconfiado.

Mas como o Gleiber me garantiu que era uma boa e ele “entendia bem inglês”, topei.

Quando chegaram os pratos, para o meu espanto, o dele veio primeiro:

Uma baita porção de BATATAS-FRITAS (que ele disse que não comeria JAMAIS, lembram?) e uma coxinha de pato seca e estaqueada amarrada com uma fitinha de cheiro verde adornando o prato de batatas.

E o meu prato…

Nem sei como começar…

Quando eu vi o garçom colocando a porção de batatas com cenouras, pensei: a carne deve ser boa (e não sou muito chegado a legumes). Daí, ele abriu uma panelinha de ferro e despejou aquela gororoba no prato.

Quando aquilo chegou na minha frente, o meu sangue subiu dos pés até a cabeça.

Primeiro por pensar que ia desembolsar 17 euros para comer cenoura e batata sem nenhum tempero.

Depois porque a carne mais parecia um vômito e não dava para saber de que parte da vaca vinha aquilo.

Mexendo nela de um lado para outro, até cabelo tinha (da vaca!)

Resumindo: a vontade que eu tinha era de virar o prato por cima do Gleiber e do garçom.

Saí com fome do restaurante e voltamos ao restaurante turco.

Sentei e comi um prato maravilhoso de carne grelhada, baratíssimo, com salada, batata frita por 10 euros! E o gleiber na minha frente, comendo do meu pão depois de ter sido praticamente “assaltado” em outro lugar…

Comi vagarosamente (essa foi a minha vingança) e depois veio ele: “acho que o garçom dizia cow tits, agora que caiu a ficha” Será que era úbere de vaca????????

Mais sobre Paris?

   Ir ao Louvre sem entender de arte. Compensa?
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Escrito por: Sandro Vaz
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Oct
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8 comentários
  1. huauhauhauhauhauahuahauhauhauahuahuahuahauhauhauhauhauhauhuahauhauhuahauhauhuhauhauahuhauh

    éeee zé manéee!!!! Mamar na vaca você não quer, néeeee????

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Adriane e Bruno
    29/10/2009

    Amigo Chique, depois vai lá no meu blog que eu fiz um comentário sobre vc!!

  3. alineh337
    29/10/2009

    Olá Sandro, mto prazer. Gleiber conheço pessoalmente, vc não mas fiquei aqui imaginando a cena td q vc descreveu. Ri muito. Vcs dois devem ser daqueles “andarilhos” q se divertem mto mesmo apesar das “divergências”.

    Falei para Gleiber que Paris é Paris e acho q é mesmo mas qdo se trata de comer haja grana e advinhação!!!

    Eu, um dia, resolvi pedir uma pizza como boa paulista q sou e tb não entendo nd de inglês. No nada q sei de inglês e francês dava para entender q tinha queijo, presunto e ovo. Pensei – legal pizza que conheço. Paguei uma grana para comer um pedaço (só um mesmo!) de massa q tinha uma fatia de presunto, em cima uma de queijo meio derretido e, por cima de tudo um ovo frito, quase que frio e sem sal! Foi a pior pizza de minha vida!

    Apesar disso amo essa cidade e acho q vcs tb não esquecerão.

    Que a viagem de vcs continue sendo divertida e bonita como vcs estão nos mostrando pelo Blog e pelo facebook

    Abraços a vcs dois
    Aline

  4. Sweet Pimenta
    30/10/2009

    Hhuahuahuahuauhaahuhuahuau!!!!!!!!
    Eu só to imaginando, o sandro bufando de raiva…
    Fiquei rindo aos 4 ventos aqui…
    huahahuahahauhuah, muito boa essa, “Têtes de voules”.

    Bom gurizis, boa viagem e aproveitem mais…bjossss aos 2…

  5. Jennefer
    30/10/2009

    Ai Gleiber, vc reclama do Sandro mas essa foi d+ kkkkk cow tits.

  6. Gleiber
    27/01/2011

    Gente, uma amiga que sabe francês descobriu o segredo: Tête de voules é “Miolo de vitela”. Que nojo! Parece que até piorou!

  7. Edgar De Almeida
    18/03/2014

    Nunca entendi porque Brasileiros reclamam tanto da comida francesa..
    1° Nunca se deve comer em restaurantes proximos a estações de trens.
    2° DICIONARIOOOOO
    3° tem uma rede FLUNCH, que serve um comida bacana e barata (tem até um buffet de legumes a vontade), mas lembrem-se se vcs estão falando da culinaria + refinada do mundo, e isso custa muitoooooooo caro…. 🙂

    • Pois é, Edgar…
      Descobrimos essa do preço ser compatível com a qualidade da pior maneira possível… kkkkkk
      Abração.